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Novembro Azul: vamos tocar neste assunto?

No Brasil, os homens vivem em média sete anos a menos que as mulheres (IBGE). Essa disparidade reforça a necessidade de cuidar da saúde de forma geral, que geralmente é uma preocupação somente das mulheres.

Durante o Novembro Azul, o câncer de próstata – tipo mais comum depois do câncer de pele não melanoma – recebe uma atenção especial. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram previstos 68.220 novos casos da doença no país para 2018.

A próstata é uma glândula que se encontra debaixo da bexiga e em frente ao reto, envolvendo a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Ela produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

A prevenção começa pelos bons hábitos; alimentação equilibrada, atividades físicas e o não consumo de álcool e cigarro. É comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal –  ajuda a diminuir o risco de câncer. A prática de atividades físicas pelo menos 30 minutos por dia, a preocupação com o peso adequado e o não consumo de álcool e cigarro também são hábitos fundamentais quando o assunto é prevenção.

Os fatores de risco também são importantes para reconhecermos a necessidade de acompanhamento médico. Tanto a incidência como a mortalidade do câncer de próstata aumentam após os 50 anos. O histórico familiar também merece atenção, porque aumentam significativamente o risco de desenvolver a doença. Neste caso, os homens devem iniciar a rotina de exames a partir dos 40 anos. Já aqueles que não possuem casos na família podem começar o acompanhamento médico regular, a partir dos 50 anos.

Como nem sempre o câncer de próstata apresenta sinais, uma saída é a realização de exames de rastreamento (PSA e toque retal). O PSA, ainda desconhecido por muitos homens, é uma medida de diagnóstico precoce. Trata-se de uma substância produzida pelas células da próstata. Quando há um aumento do número de células produtoras, como no caso do câncer de próstata e da inflamação da próstata, o PSA é elevado e serve como indicador dessas alterações (medida considerada normal: quatro nanogramas por mililitro).

Quando a doença apresenta sintomas é muito fácil confundir com o crescimento benigno da próstata, ou seja, dificuldade de urinar, urgência de urinar mais vezes, pouco fluxo urinário ou demora para começar a urinar e sensação de que a bexiga não esvazia completamente.

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Doenças cardíacas: 3 dicas para um coração mais saudável

Quase 40% das mortes no Brasil são causadas por infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Os principais fatores que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares são obesidade, tabagismo, colesterol alto, sedentarismo, estresse e hipertensão arterial. Mudanças na rotina diária fazem toda a diferença na prevenção das doenças cardíacas e devem ser adotadas por todos,  das crianças aos idosos.

Uma das atitudes mais importantes para quem quer cuidar do coração é praticar exercícios. É necessário fazer atividade física leve por, no mínimo, 150 minutos por semana, que podem ser divididos em 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.

Cultivar as amizades, ler bons livros e dar boas risadas também fazem bem ao coração. É importante manter o hábito de sair com os amigos e praticar atividades prazerosas, que aliviam as situações de tensão. O estresse é uma das principais causas no aumento do colesterol e da pressão alta que prejudicam o coração.

Manter uma alimentação saudável – sem perder o sabor e o prazer a mesa – evita a obesidade, o colesterol alto e a hipertensão arterial, inimigos do bom funcionamento do coração. Uma taça de vinho tinto por dia é benéfica para a saúde cardiovascular, por exemplo, pois contribui para o aumento do colesterol bom (HDL). O azeite tem a mesma propriedade e deve fazer parte da nossa alimentação diária.

Para controlar a pressão arterial é necessário diminuir a ingestão de sal. O brasileiro consome mais do que o dobro indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A gordura abdominal é outro motivo de preocupação, ela secreta substâncias inflamatórias  – as adipocitocinas – que elevam o risco de doenças cardíacas.

O tabagismo não afeta apenas o pulmão. Ele também causa aterosclerose, que é o endurecimento das paredes dos vasos sanguíneos, o que contribui para a hipertensão .

No controle das doenças cardiovasculares também é necessário o acompanhamento anual das taxas de colesterol total e de suas frações, bem como do triglicérides. Outro exame que tem que ser feito é a dosagem de glicose. A diabetes também é um grande fator de risco para o coração.  Também é importante dosar a uréia e a creatinina, porque a hipertensão pode causar lesões renais. Através do exame de sangue também é possível avaliar o risco cardíaco, a partir da dosagem da proteína C reativa ultrassensível, avaliando o grau de inflamação do organismo.

A prevenção das doenças cardíacas passa pela adoção de hábitos saudáveis e isso só depende de você. Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para fazer seu check-up anual!

TRÊS DICAS PARA DEIXAR SEU CORAÇÃO MAIS SAUDÁVEL:

1) ALIMENTE-SE BEM:

É possível seguir uma dieta saborosa e equilibrada com proteínas, fibras, carboidratos e gorduras. O consumo de sal diário não deve ultrapassar os 6 g e os de açúcar, 25 g. Alimentos para incluir na sua rotina:

– Azeite

– Leite desnatado

– Nozes e castanhas

– Pão integral

– Suco de uva

– Chocolate com alto teor de cacau

2) FAÇA EXERCÍCIOS COM REGULARIDADE:

Caminhar uma hora por dia reduz os riscos de doenças cardiovasculares. Além disso, qualquer tipo de esporte ajuda a combater o estresse.

3) FAÇA CHECK-UPS ANUAIS

Consulte seu médico anualmente e faça os exames de acompanhamento que ele solicitar para avaliar como está o seu coração. Alguns exemplos:

– Colesterol total e frações + triglicérides

– Proteína C reativa ultrassensível

– Glicemia em jejum e  hemoglobina glicada

– Ureia e creatinina

– Eletrocardiograma

– Teste ergométrico

Carboidratos: por que escolher o integral?

Estamos sempre à procura de uma alimentação saudável e os rótulos dos alimentos sempre fazem menção à quantidade de carboidratos nos alimentos. Você sabia que os carboidratos nos fornecem energia para as atividades do dia a dia porque contém glicose e/ou frutose em sua composição? Ou seja, os carboidratos são nossa fonte de energia e necessitamos deles na nossa alimentação diária. Nada de dietas restritivas!

É importante escolher os tipos de carboidratos que ingerimos: quanto mais simples o carboidrato, mais rápida é a sua absorção. Para que o carboidrato seja absorvido no intestino e caia na corrente sanguínea, ele precisa ser quebrado nos açúcares glicose ou frutose. À medida que há absorção da glicose, por exemplo, o pâncreas libera insulina para que este açúcar possa entrar dentro das células e fornecer energia às mesmas. Quando a absorção da glicose é muito rápida – devido ao excesso de carboidrato simples na alimentação – o organismo libera uma grande quantidade de insulina de uma vez  para absorver o excesso de glicose no sangue. Acontece que o excesso de energia, ou seja , a glicose, não é usada pela célula e o organismo “guarda” essa energia para períodos de escassez sob forma de glicogênio no fígado. Quando o fígado fica abarrotado de glicogênio, este é transformado em gordura – uma energia sobressalente. É por isso que comer muito doce ou pão engorda!

Com o passar do tempo, se continuarmos exagerando no excesso de alimentos ricos em açúcar, o pâncreas começa a falhar e produz uma quantidade menor de insulina do que a necessária ou, ainda, os receptores para insulina nas células podem se tornar menos eficientes. Com isso, a pessoa se torna diabética, tendo que modificar a dieta e, por muitas vezes, usar medicamentos para o resto da vida!

Para inibir este mecanismo, o ideal é que façamos escolhas corretas na hora da refeição:

– leia os rótulos dos alimentos para saber a quantidade de carboidrato presente;

– prefira produtos integrais. Neles, há presença de fibras e a glicose é liberada aos poucos;

– escolha frutas com baixo teor de frutose, porque a frutose é absorvida rapidamente pelo intestino;

– entre comer a fruta e beber o suco, fique com a primeira opção. As fibras presentes na fruta fazem com que a frutose seja absorvida mais lentamente;

– quando comer carboidratos, coma junto proteínas ou gorduras boas para diminuir a velocidade de absorção da glicose;

Para uma orientação personalizada, o ideal é que você busque um nutricionista para avaliar como está a sua alimentação atualmente e o que pode ser feito para melhorar seu cardápio. Alguns exames laboratoriais – como glicemia, colesterol total e frações, triglicérides, hemograma, TGO e TGP – são bastante importantes para que o nutricionista possa ajudá-lo nessa mudança de estilo de vida. Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para ficar cada dia mais saudável!

Verão: cuidados que fazem a diferença

No verão é normal aproveitar o tempo de descanso para passar mais tempo ao ar livre, não é? Mas, nessa época, a radiação solar incide de forma mais intensidade sobre a Terra, aumentando o risco de queimaduras, câncer da pele e outras alterações. Por isso, o uso de protetor solar é essencial.

Que tal aproveitar a estação mais quente e animada do ano sem colocar a saúde em risco? Aproveite as dicas da Sociedade Brasileira de Dermatologia!

Além do filtro solar, que não só deve ser usado em dias de sol, durante o verão é
importante usar chapéu ou boné e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois retêm cerca de 90% das radiação UV. O que não ocorre com outros tecidos, como o nylon, que protege apenas 30%.

As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV. Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem cataratas e lesões. A melhor forma de prevenir é diminuindo ao máximo a exposição desnecessária.

Procure áreas de sombra e evite a exposição solar entre 10h e 16h (horário de verão), pois nesse horário a incidência e a radiação estão mais fortes.

Quanto ao uso de filtro solar: deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer. A recomendação é utilizar um produto com FPS 30 ou superior e um PPD acima de 10, ideal para uma exposição mais prolongada ao sol, na praia, piscina, cachoeira, etc.

Os produtos devem ter proteção contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). O mais indicado é que se aplique o produto 30 minutos antes da exposição solar, para que a pele o absorva e que se reaplique a cada duas horas.

É necessário que os pais digam para as crianças a importância de se utilizar filtro solar, e a melhor maneira de mostrar isso é dando o exemplo. Afinal, 75% da radiação acumulada durante toda a vida ocorre na faixa entre 0 e 20 anos. Uma simples conversa pode fazer toda a diferença.

Pessoas de pele negra têm uma proteção natural da pele, já que produzem uma quantidade muito maior de melanina, mas não podem esquecer do protetor. Dessa forma, também precisam usar filtro solar, roupas e acessórios apropriados diariamente.

Cuide do seu corpo, hidrate-se! Aumentar a sua ingestão de líquidos no verão, consumindo bastante água, suco de frutas e da água de coco é uma boa pedida. Além disso, alguns alimentos podem ajudar na prevenção dos danos que o sol causa à pele: cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, são alguns deles. Esses alimentos contêm carotenóide, que se deposita na pele e auxilia na proteção pois
retém as radiações ultravioletas. Esta substância é encontrada nas frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Gripes, resfriados e viroses

Apesar de serem doenças distintas, gripe e resfriado são frequentemente confundidos. Além disso, o termo “virose” também é comumente empregado pelos médicos, o que pode confundir ainda mais os pacientes, que podem reagir com descrédito (desnecessário) diante deste diagnóstico.

O resfriado pode ser provocado por diferentes vírus respiratórios (rinovírus, adenovírus, parainfluenza e até mesmo o vírus influenza, entre outros) e se caracteriza por apresentar, predominantemente, sintomas de vias aéreas superiores, como coriza, obstrução nasal, prurido nasal, dor de garganta, conjuntivite, podendo ocorrer tosse. Os pacientes apresentam pouca ou nenhuma febre ou comprometimento do estado geral.

A gripe é provocada exclusivamente pelo vírus influenza e, além de apresentar os sintomas de vias aéreas superiores (nariz, garganta) e inferiores (brônquios e pulmões) em maior intensidade que o resfriado, caracteriza-se por maior comprometimento do estado geral e febre.

“Virose é qualquer infecção causada por vírus”. Ou seja, este termo engloba a gripe, os resfriados e outras infecções virais. As infecções agudas das vias aéreas são causadas por vírus de vários tipos ou por bactérias. Frequentemente, descobrir qual é o vírus que está causando os sintomas não é tarefa simples, e os exames para este fim são demorados e caros. Além disso, as infecções causadas por vírus são tratadas de forma semelhante, independente de qual vírus seja. Por este motivo, após descartarem que a infecção seja causada por bactérias, os médicos costumam utilizar o termo virose, sendo isto suficiente para orientar o tratamento sintomático adequado e com segurança.

Ocasionalmente, ocorrem surtos de viroses específicas como a dengue ou gripe H1N1 (“suína”). Se o médico suspeitar dessas viroses, poderá solicitar pesquisa sorológica sanguínea, devido sua maior gravidade e maior chance de complicações ao longo da doença.

Sintomas da Gripe

A gripe tipicamente se caracteriza por ser um quadro febril de início súbito. A febre, que usualmente é o sintoma mais importante, pode ser elevada e costuma ser acompanhada de calafrios, dor muscular (principalmente em pernas e região lombar), dor de cabeça e prostração; ocasionalmente pode ocorrer artralgia (dor nas articulações). Posteriormente, surgem os sintomas respiratórios, tais como, tosse, dor de garganta e congestão nasal. Frequentemente há queixa de dor e/ou de irritação ocular e fotofobia. Caracteristicamente, os sintomas duram cerca de dois a cinco dias, apesar de que em alguns casos a febre pode persistir por uma semana.

Uma minoria de pacientes, principalmente os idosos, pode desenvolver um quadro de adinamia (fraqueza muscular) intensa, que persiste por semanas após o quadro gripal (astenia pós-influenza – diminuição da força física). Não existe uma explicação convincente para este comportamento. É importante destacar que a infecção pelo vírus influenza pode ser mais branda e se manifestar apenas como um resfriado comum.

Quais os sinais de alarme para uma possível infecção bacteriana ou viral grave?

As viroses costumam acabar no período de uma semana, mas as infecções de origem bacteriana, que têm sintomas similares, demandam tratamento com antibióticos. Convulsões, secreção amarelada, dor torácica, dificuldade para respirar ou o retorno da febre após ter regredido podem ser indicativos de infecção bacteriana.. Prostração intensa, tontura ao levantar-se, diminuição do volume urinário e urina concentrada (fortemente amarelada) são sinais de desidratação e maior gravidade, devendo receber rápida assistência médica.

Tratamento do resfriado, gripe e viroses respiratórias

As infecções virais são auto-limitadas, ou seja, têm cura espontânea após cerca de 4 a 7 dias, mesmo sem a utilização de qualquer medicamento. Entretanto, algumas medidas podem reduzir as chances de complicações ao longo da doença, além de oferecerem maior conforto e alívio dos sintomas.

O principal é garantir uma boa hidratação. Isso irá fortalecer a imunidade contra a infecção e fluidificar as secreções. Deve-se evitar esforço físico, mas permanecer deitado durante períodos prolongados pode acumular secreção no pulmão.

Deve-se usar analgésicos e antitérmicos, com recomendação para evitar o ácido acetilsalicílico e dar preferência ao paracetamol e à dipirona, se tiver febre e dor. Pode ser indicado o uso de descongestionantes nasais para afastar o desconforto do nariz obstruído, além de auxiliar na eliminação da secreção nasal, reduzindo a chance de complicar com sinusite aguda.

O uso de xaropes para tosse costuma não ser tão eficaz quanto imaginado pelos doentes. Não deve ser utilizado por todos os doentes com tosse, e sim para alguns casos específicos. Inalações com broncodilatadores podem também ser prescritas auxiliando a eliminação de secreção brônquica em alguns casos.

Por que não devemos usar antibióticos para tratar gripe, resfriados e viroses?

Cuidado com o uso indiscriminado de antibióticos: eles não surtem efeito em viroses e podem causar efeitos colaterais, como reações alérgicas, além disso, o uso desnecessário de antibióticos altera a flora bacteriana normal do indivíduo, propiciando infecções. Para a saúde coletiva, representa o desenvolvimento de germes cada vez mais virulentos devido à resistência em relação aos remédios.

Fonte:  www.pneumo.com.br, Dr. Marcelo Jorge de Souza.

Precisamos falar sobre a dengue

Reprodução: Ministério da Saúde

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença viral que se espalha rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, a incidência aumentou 30 vezes, com ampliação da expansão geográfica para novos países e, na presente década, para pequenas cidades e áreas rurais. É estimado que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente e que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas morem em países onde a dengue é endêmica.

Na região das Américas, a doença tem se disseminado com surtos cíclicos ocorrendo a cada 3/5 anos. No Brasil, a transmissão vem ocorrendo de forma continuada desde 1986, intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas com a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente indenes ou alteração do sorotipo predominante. O maior surto no Brasil ocorreu em 2013, com aproximadamente 2 milhões de casos notificados. Atualmente, circulam no país os quatro sorotipos da doença.

Quem é infectado fica imunizado contra aquele determinado sorotipo, podendo contrair a doença se contaminado pelos outros três. A segunda infecção pela doença tende a ser mais grave. A Dengvaxia® oferece proteção contra os quatro sorotipos. Assim, a vacina tomada por quem já teve dengue reduziria a chance de uma segunda infecção. Após a divulgação dos estudos, as Filipinas também pediram um levantamento sobre a imunização de mais de 730.000 crianças com a vacina que foi suspensa.

Segundo a Anvisa, a vacina continua sendo recomendada para quem já teve dengue alguma vez na vida e está dentro da faixa etária para a qual ela é indicada. Os estudos indicam que para esse grupo não ocorre aumento do risco de dengue grave e hospitalizações.

O que mudou na indicação da vacina? A vacina era indicada para pessoas entre 9 e 45 anos, e sabia-se que a imunização era maior entre as pessoas que já tinham tido um tipo da doença. Com os novos estudos, agora a vacina é contraindicada para quem nunca foi contaminado por um dos quatro sorotipos da dengue, por causa do risco de desenvolver a dengue de maneira grave em caso de contaminação.

Para combater o mosquito da dengue e evitar a sua picada, existem alguns cuidados que podem fazer toda a diferença, como:

  • Manter as garrafas vazias ou baldes virados para baixo;
  • Não deixar entulho no quintal ou nas ruas e varrer diariamente a água parada;
  • Cobrir as caixas d’água, poços ou piscinas e manter as calhas de água limpas;
  • Colocar terra ou areia nos pratos dos vasos das plantas;
  • Manter a lata de lixo devidamente tampada;
  • Materiais recicláveis como latas de refrigerantes, copo plástico, garrafas, embalagens de papelão, por exemplo, devem ser guardadas em local coberto até ser entregue para reciclagem;
  • Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva. Faça furos na parte de baixo ou entregue no serviço de limpeza;
  • Tampar os ralos pouco usados com um plástico, jogando água sanitária no cano 2 vezes por semana;
  • Lavar com bucha os bebedouros de cães, gatos e passarinhos e manter o aquário limpo e fechado, também;
  • Colocar telas de proteção nas janelas e mosquiteiros na cama para dormir.

Afinal para que serve o exame de urina?

A urina é uma das principais vias de excreção do corpo humano, e suas características podem refletir a condição de diferentes sistemas e do estado fisiológico do organismo, além de ser um marcador importante para diversas doenças e ter relação direta com a condição dos rins.

Por isso, o exame de urina não serve apenas para diagnosticar e acompanhar doenças renais, e sim para identificar inúmeras alterações corporais que causam alteração na urina.

  • Cor da urina: urina saudável tem coloração entre amarelo citrino e ouro, e alterações podem indicar doenças;
  • Odor: odores mais fortes podem estar relacionados com infecções urinárias ou liberação de glicose ou outras substâncias na urina;
  • Aspecto: a urina saudável é límpida. Urina turva já indica alguma alteração.

Existem diferentes tipos de exames de urina que são solicitados de acordo com o paciente e com a intenção diagnóstica do médico.

O exame mais simples é a urina tipo I, também chamada de EAS (elementos anormais do sedimento) ou urina rotina. Ele identifica presença de nitrito, proteínas, urobilinogênio, glicose, cetonas, leucócitos, sangue, bilirrubina e a densidade urinária. Este exame é feito, geralmente, em uma amostra da primeira urina do dia, que é mais concentrada e permite uma detecção mais apurada de alguma alteração na urina.

Alguns outros exames de urina necessitam que a urina seja coletada por 24 horas e servem para avaliar a quantidade que o organismo está eliminando de determinadas substâncias: creatinina, ureia, proteínas, citrato. ácido úrico, entre outras.

O último tipo de exame de urina é a cultura de urina, ou urocultura. É solicitada quando há suspeita de infecção urinária, e serve para a identificação da bactéria causadora da infecção e identificação do antibiótico correto para o tratamento.

Além das infecções urinárias, o exame de urina pode ajudar a descobrir diversas várias doenças, como a litíase renal (pedra nos rins); diabetes; insuficiência renal; incontinência urinária; eclâmpsia em gestantes; câncer de próstata e de bexiga.

É muito importante lembrar que o exame de urina será um exame complementar, e outros exames são necessários para fechar o diagnóstico.

O exame de urina é um exame prático e simples de ser realizado, e que tem grande importância na avaliação de saúde. O ideal é que seja feito pelo menos uma vez por ano, como exame de triagem.
Faça o seu exame na Gerardo Trindade e comece o ano sem preocupações!
Av. Rodolfo Mallard, 34 – Centro, Pirapora | Telefone: (38) 3741-1137

AIDS: Preconceito é não falar sobre o assunto

A AIDS se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunológico do corpo, com o organismo mais vulnerável ao aparecimento de doenças oportunistas que vão de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado com a presença do vírus HIV no organismo.

O organismo humano reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do sistema imunológico. Muito complexa, essa barreira é composta por milhões de células de diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças.

Entre as células de defesa do organismo humano estão os linfócitos T CD4+, principais alvos do HIV. São esses glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante de bactérias, vírus e outros micróbios agressores que entram no corpo humano.

O vírus HIV, dentro do corpo humano, começa a atacar o sistema imunológico ligando-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responder adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. Quando o organismo não tem mais forças para combater esses agentes externos, a pessoa começar a ficar doente mais facilmente e então se diz que tem AIDS. Esse momento geralmente marca o início do tratamento com os medicamentos antirretrovirais, que combatem a reprodução do vírus.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de AIDS era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas. Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Um fator fundamental na qualidade de vida dessas pessoas é o apoio e o carinho, já que ainda há muito preconceito.

Durante a infecção inicial, uma pessoa pode passar por um breve período doente, com sintomas semelhantes aos da gripe. Normalmente isto é seguido por um período prolongado sem qualquer outro sintoma. À medida que a doença progride, ela interfere mais e mais no sistema imunológico, tornando a pessoa muito mais propensa a ter outros tipos de doenças oportunistas, que geralmente não afetam as pessoas com um sistema imunológico saudável.

Fontes: Grupo de Incentivo à Vida – ORG.

UNAIDS: O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lidera e inspira o mundo para alcançar sua visão compartilhada de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS.

Mês do não-fumar: dicas para largar o vício

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) dá algumas dicas preciosas para ajudar. Como o Dr. Dráuzio Varella disse no vídeo, o mais importante é escolher uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Esse dia não precisa ser um dia de sofrimento, faça dele uma ocasião especial e programe algo que goste de fazer para se distrair.

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina, considerada uma droga forte, ela atinge o cérebro em apenas sete minutos. É normal, portanto, que os primeiros dias sem cigarro sejam os mais difíceis, causando ansiedade, dificuldade de concentração, irritabilidade, dores de cabeça e vontade intensa de fumar. Cada pessoa tem uma experiência diferente, mas o importante é não desanimar!

Diante de uma intensa vontade de fumar, o ideal é manter as mãos ocupadas de algum jeito: elástico, manuseio de objetos pequenos, rabiscar papéis e por aí vai. Não fique parado – converse com um amigo, faça algo diferente.

Prevenindo a Osteoporose: a importância da vitamina D

A osteoporose é uma perda de massa ou densidade óssea que torna o esqueleto frágil, poroso, o que pode ocasionar uma série de fraturas. Aproximadamente, a metade das mulheres, após a menopausa, é afetada pela osteoporose contra um em cada oito homens idosos. Isso ocorre devido à diminuição do estrógeno, um hormônio de grande importância para a absorção de cálcio pelos ossos, mantendo-os fortes, após a menopausa.

Acumular cálcio nos ossos é uma das formas de prevenção da osteoporose. Se desde a infância a criança tiver uma alimentação rica deste mineral, será um passo importante para evitar problemas no futuro. Na infância e na vida adulta tardia, ou seja, mulheres na pós-menopausa ou idosos, o consumo de cálcio deve ser em torno de 1200-1500mg por dia. Isso corresponde a 1 copo de leite = 250mg de cálcio, 1 copo de iogurte = 300mg e 1 fatia de queijo = 300mg.


*Valores recomendados pela Food and Nutrition Board (Institute of Medicine, National Academy Press, 1997.)

A​ ​Importância​ ​da​ ​Vitamina​ ​D​ ​no​ ​combate​ ​da​ ​doença

Manter os níveis adequados de vitamina D no sangue é essencial, já que quando se encontram baixos passam a representar um risco para fraturas, afetando diretamente a mineralização óssea, a força muscular e o equilíbrio. É a vitamina D que absorve o cálcio e é encontrada em peixes, como o salmão e a cavalinha, na gema do ovo e também em laticínios.

Não podemos nos esquecer, como sempre, dos bons hábitos alimentares e estilo de vida saudável, ou seja, longe do sedentarismo; mantendo uma dieta rica em cálcio, leite desnatado e seus derivados, também desnatados, já que a gordura contida nesses alimentos dificulta a boa absorção do cálcio pelo organismo. Outro hábito a ser levado em conta é uma alimentação rica em fósforo, encontrado em alimentos como: ervilha seca, sardinha enlatada, verduras de folhas verde escuras, como couve e o brócolis, e também em grãos integrais, nozes e leguminosas em geral, outro mineral essencial para a formação óssea.

 

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