Autor: Laboratório Gerardo Trindade (Página 2 de 10)

Dia Internacional de Combate ao Fumo: relação entre o câncer e o cigarro

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país soma 28.220 novos casos de tumores pulmonares ao ano, mas a relação entre câncer e cigarro não se limita só ao pulmão. O cigarro é a causa direta de mortes por diversos tipos de câncer: boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado, por doença coronariana (angina e infarto), cerebrovasculares (acidente vascular cerebral).

Em apenas 10 cm de cigarro o fumante inala mais de 4.720 substâncias tóxicas, como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, naftalina e fósforo P4/P6 (usado para matar rato), além de 43 substâncias cancerígenas, sendo as principais: arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, resíduos de agrotóxicos e substâncias radioativas (Polônio 210, por exemplo). Além disso, o hábito de fumar aumenta o risco de desenvolver outras doenças, como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras.

As pessoas que convivem com fumantes também são afetadas, porque a terrível fumaça que sai do cigarro se espalha no ambiente com três vezes mais nicotina, monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala. Além do mais, quem não fuma pode ter desde reações alérgicas, como rinite, tosse, conjuntivite e asma em curto período, até infarto do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos. Em crianças o número de infecções respiratórias aumenta.

Não existe dose segura de cigarro e, por isso, a decisão de parar precisa ser tomada o quanto antes. Confira 4 passos para parar de fumar:

– Decidir abandonar o cigarro de vez: é preciso acreditar que os benefícios superam a ilusão de prazer imediato. Mesmo após anos fumando, em apenas 20 minutos sem cigarro, a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta.

Em 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. Após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

De um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes – tosse, rouquidão e falta de ar – ficam mais tênues. Além disso, os cílios epiteliais começam e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. Por isso, a pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas.

Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, especialistas afirmam que é possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

– Buscar ajuda: muitas pessoas têm um padrinho, ou seja, uma pessoa que serve de apoio para essa grande decisão. Além disso, é importante buscar ajuda médica!

– Escolher a data: marque no calendário a data escolhida para parar de fumar e, até chegar lá, procure se livrar dos gatilhos para o fumo.

– Ter um plano: para muitos fumantes é mais fácil escolher a data definitiva para parar, mas essa não precisa ser a regra. Na verdade, existem outras formas: diminuir o cigarro gradativamente, o que ajuda o organismo a tolerar a falta de nicotina ou, ainda, atrasar 1h o cigarro em relação ao horário que você costuma recorrer a ele. Cada pessoa lida com essa decisão de uma forma, mas é muito importante que você leve a sério. Afinal, a vida é feita de escolhas!

– Lidar com a abstinência: nada de manter recordações, jogue fora cinzeiros, isqueiros e embalagens; procure ingerir bastante líquido; recorra a balas sem açúcar, caso necessário, pratique algum tipo de atividade física e separe o dinheiro que você habitualmente usaria para comprar cigarro e compre um presente pra você!

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Dia Mundial da Tireoide: hipotireoidismo e hipertireoidismo

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que fica localizada no pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. Ela age na função de órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins, além de interferir no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, peso, memória, concentração, humor e controle emocional.

É muito importante que a tireoide esteja funcionando bem, para garantir o equilíbrio do organismo. Quando isso não ocorre, a glândula pode liberar hormônios em excesso, dando origem ao hipertireoidismo, ou em quantidade insuficiente, caso do hipotireoidismo. Estas disfunções são, na maioria dos casos, geneticamente herdadas. O hipotireoidismo é a alteração mais frequente da tireoide, sua prevalência em mulheres é em torno de 10% e aumenta na menopausa. Em homens é menos frequente, sua prevalência é em torno de 3%.

No hipertireoidismo o corpo começa a funcionar rápido demais: a pessoa tende a ficar agitada, com os batimentos acelerados, o intestino solto, o sono é frequentemente interrompido e a pessoa acaba dormindo pouco, pois se sente com muita energia. Já no hipotireoidismo os processos do corpo passam a ser mais lentos: os batimentos cardíacos ficam mais lentos, a memória fica comprometida, as dores musculares, articulares e a sonolência aparecem, a pessoa ganha peso e os níveis de colesterol no sangue aumentam.

Sintomas: Hipertireoidismo e Hipotireoidismo | Reprodução: Ministério da Saúde

Frequentemente, as pessoas têm dúvidas sobre a relação entre emagrecimento ou ganho de peso e problemas na tireoide. É importante dizer que uma pessoa não é gorda ou magra porque tem uma disfunção na glândula. As disfunções causam alterações transitórias de peso, enquanto o paciente não receber o tratamento adequado. Por outro lado, quando o tratamento é iniciado, o peso vai depender do tipo de alimentação e gasto calórico, como ocorre com qualquer pessoa saudável.

A alimentação influencia diretamente no funcionamento da tireoide, porque ela utiliza o iodo ingerido na dieta para a produção dos hormônios. Dessa forma, uma alimentação adequada deve fornecer cerca de 150 microgramas de iodo por dia, quantidade suficiente para a produção dos hormônios tireoidianos. É fundamental evitar alimentos que podem fornecer uma quantidade exagerada de iodo, como medicamentos, vitaminas ou alimentos como frutos do mar ou pães industrializados, que causam disfunção na tireoide. Confira abaixo uma relação de alimentos iodados:

– Alga marinha / algas secas – 1 folha inteira seca: 19 a 2.984 microgramas

– Bacalhau (selvagem) – 3 colheres: 99 microgramas

– Peixes – 2 fatias: 35 microgramas de iodo

– Salmão – porção de 100 gramas: 71 microgramas de iodo

– Camarão – porção de 85 gramas: 35 microgramas de iodo

– Lagosta – porção de 100 gramas: 100 microgramas de iodo

– Atum – 1 pode em óleo: 17 microgramas

– Peito de peru assado – porção de 85 gramas: 34 microgramas de iodo

– Ovos – 1 grande: 24 microgramas

– Ameixa – 5 ameixas secas: 13 microgramas

– Ervilhas verdes – 1 xícara cozida: 6 microgramas

– Berbigão – porção de 100 gramas: 160 microgramas de iodo

– Mexilhão – porção de 100 gramas: 120 microgramas de iodo

– Vagem – 2 xícaras: 3 microgramas de iodo

– Banana – 1 média: 3 microgramas

– Morango – 1 xícara: 13 microgramas

– Cranberries – porção de 113 gramas: 400 microgramas de iodo

O excesso de iodo crônico pode causar o hipotireoidismo, enquanto uma sobrecarga aguda de iodo pode causar tanto o hipo quanto o hipertireoidismo. Por outro lado, a falta de iodo também pode provocar problemas, como o hipotireoidismo e o desenvolvimento do bócio endêmico, popularmente chamado de papo. Trata-se de qualquer aumento da tireoide, seja de forma difusa ou nodular. No Brasil, o bócio endêmico é mais raro devido à inclusão do iodo no sal de cozinha.

As gestantes devem dar uma atenção especial à ingestão de iodo,consumindo cerca de 250 microgramas todos os dias. A deficiência do iodo pode causar alterações cognitivas no feto e problemas obstétricos.

O hormônio que estimula a tireoide é o TSH, que é produzido pela hipófise e controla o funcionamento na glândula. No hipotireoidismo, o TSH fica elevado para estimular a glândula e fica suprimido quando ela está funcionando rapidamente.  Dessa forma, o TSH, o T4 e o T3 são utilizados em conjunto para avaliar a função tireoidiana, sendo o TSH o exame mais completo. O valor ideal, na maioria dos testes, para o TSH no sangue, é de 0,4-4,0 mUI/L, em adultos. Porém, em crianças, gestantes e idosos os valores podem ser diferentes.

O tratamento de hipotireoidismo é feito com reposição hormonal, mas só pode ser indicado a partir da avaliação clínica do paciente. Já no hipertireoidismo há mais de uma opção terapêutica: a medicação, o iodo radioativo ou cirurgia. O objetivo da medicação é diminuir a produção de hormônio tireoidiana pela glândula e, em casos mais graves, caso ocorra intolerância ao medicamento, há a indicação do tratamento radioativo – que provoca redução no volume da tireoide e hipotireoidismo. Sendo, neste caso, necessária a reposição hormonal – ou cirurgia, indicada quando há presença de bócios volumosos e nódulos tireoidianos suspeitos.

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Cuidados essenciais para a saúde dos olhos

Cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio de visão, segundo a Organização Mundial de Saúde. Isso alerta para a necessidade de um olhar mais atento para a saúde dos olhos.

Muitas pessoas recorrem ao oftalmologista somente quando enfrentam algum tipo de problema ou enfermidade, mas através de hábitos preventivos é possível evitar que eles apareçam. Confira nossas dicas para evitar o surgimento de problemas oculares!

1- Evite coçar os olhos

Esse hábito é instintivo, mas os olhos possuem uma estrutura frágil e a pressão exercida nessa região pode causar lesões e danos mais sérios. Além disso, as mãos podem conter germes que, em contato com os olhos, podem causar conjuntivite e causar ferimentos. Se a coceira insistir em aparecer é importante procurar um oftalmologista para avaliar a causa.

2- Não durma sem remover a maquiagem

Às vezes o cansaço é tanto que uma atitude simples, como remover a maquiagem antes de dormir, parece ser uma coisa muito trabalhosa. Por outro lado, esse mau hábito pode irritar a região dos olhos e até mesmo provocar inflamações. O terçol, por exemplo, é um problema muito comum e surge mais próximo aos cílios, na borda da pálpebra, e apresenta vermelhidão, inchaço e incômodo. Embora ele suma em algumas semanas, acaba gerando um incômodo que poderia ser evitado com a boa higienização da região dos olhos.

3- Dose o nível de açúcar do seu sangue

O aumento de açúcar no sangue é responsável por diversos problemas não só na saúde, mas na vista – principalmente em quem possui diabetes tipo 1 ou 2. As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não possuem a doença. O alto consumo de açúcar pode, por exemplo, causar uma retinopatia diabética, que atinge mais de 75% das pessoas com diabetes há mais de 20 anos. Como se trata de uma doença silenciosa, o único sintoma costuma ser a vista embaçada. No entanto, caso não tratada, pode provocar hemorragia interna e cegueira irreversível. Um simples exame de sangue, a partir da dosagem de glicemia, serve para medir o nível de açúcar no seu sangue e monitorar o tratamento de diabetes.

4- Abandone o cigarro

O cigarro possui mais de quatro mil substâncias cancerígenas e a fumaça que vai em direção aos olhos pode causar muitos problemas na vista, como inflamações, olhos secos, coceira e sensação de corpo estranho. Além disso, o tabaco pode prejudicar a transparência do cristalino e acelerar o processo de opacificação dessa estrutura. Como consequência, surge a catarata. Aliás, quem fuma tem três vezes mais chances de desenvolver a catarata.

5- Procure ter hábitos saudáveis

Ter uma alimentação saudável e praticar algum tipo de atividade física é fundamental para ter uma boa saúde ocular. A obesidade, o diabetes e a hipertensão podem causar problemas nos olhos e, em alguns casos, se o problema não for detectado precocemente, o agravamento dessas doenças pode levar à cegueira. Além disso, a hipertensão pode provocar o desenvolvimento de quadros de glaucoma.

6- Pisque mais os olhos

Esse hábito instintivo ajuda a lubrificar as córneas, evitando o ressecamento dos olhos e outros problemas na região ocular. Procure dar uma atenção especial a este hábito, principalmente se você trabalhar muitas horas olhando para um ponto fixo, como um computador.

7- Cuidado com as lentes de contato

Lave bem as mãos antes e depois de colocá-las e mantenha a higienização do estojo de lentes em dia, lembrando de descartar as lentes de contato antes do prazo de validade para evitar inflamações e infecções.

8- Não use colírios sem prescrição médica

O uso de colírios só deve ser feito por prescrição médica, já que ele mascara sintomas importantes para identificar problemas na região ocular. Aliás, quando os colírios são usados por muito tempo podem causar graves problemas colaterais, como o aumento da pressão intraocular, a piora do ressecamento dos olhos e a aceleração de doenças como catarata e glaucoma. Por isso, não considere a possibilidade de comprar nenhum tipo de colírio sem antes consultar um oftalmologista.

9- Fuja da compra de óculos de grau em feiras e camelôs

A compra de óculos de grau em feiras e camelôs é muito arriscada, porque não existe um oftalmologista realizando uma consulta que identifique problemas como glaucoma, por exemplo. Por isso, é comum que algumas pessoas passem a vida inteira somente trocando de grau, acreditando que estão enxergando melhor, mas que descobrem em uma consulta que, na realidade, enfrentam um problema maior. Compre sempre em lojas especializadas depois de passar pela avaliação de um oftalmologista.

10- Evite ficar muito tempo no computador

Passar muito tempo diante do computador ou da televisão pode causar vista cansada, coceira, lacrimejamento, além de dificuldade para focalizar imagens. O ideal é fazer intervalos de hora em hora e manter uma distância de, pelo menos, 50cm do monitor.

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Dia do celíaco: como identificar a doença

A doença celíaca (DC) é uma intolerância à ingestão de glúten, contido em cereais como cevada, centeio, trigo e malte, em indivíduos geneticamente predispostos, caracterizada por um processo inflamatório que envolve a mucosa do intestino delgado, causando a atrofia das vilosidades intestinais, má absorção e uma variedade de manifestações clínicas. As proteínas do glúten são relativamente resistentes às enzimas digestivas, resultando em derivados peptídeos que podem levar à resposta imunogênica em pacientes com DC.

As manifestações clínicas da DC podem envolver o trato gastrointestinal, assim como pele, fígado, sistema nervoso, sistema reprodutivo, ossos e sistema endócrino. A dermatite herpetiforme ocorre em 10% a 20% dos pacientes e é uma manifestação patognomônica.

Até recentemente, o diagnóstico de DC era reconhecido apenas em pacientes com manifestações clínicas típicas ou com elevado grau de suspeita. O diagnóstico geralmente é realizado em crianças com a síndrome má absortiva. Após o surgimento de testes sorológicos de alta acurácia e maior atenção dos médicos para manifestações atípicas, tem aumentado a prevalência de DC e seu diagnóstico fora da faixa pediátrica. A prevalência é estimada em torno de 1:100 na população em geral. As manifestações clínicas da DC podem variar:

Forma clássica: má absorção intestinal sintomática. Pode ocorrer: diarreia crônica, dor abdominal, distensão abdominal, perda de peso e flatulência.

Forma atípica: ausência de sintomas ou poucos sintomas gastrointestinais, presença de sintomas atípicos, como anemia por deficiência de ferro, osteoporose ou osteopenia, infertilidade, baixa estatura. É a apresentação mais comum.

Forma silenciosa: Diagnóstico ocasional, histológico ou sorológico, em indivíduos assintomáticos.

Forma latente: Há duas formas: 1- Pacientes com diagnóstico prévio de DC, que responderam à dieta isenta de glúten, e apresentam histologia normal ou apenas aumento de linfócitos intraepiteliais; 2- Indivíduos com mucosa intestinal normal, sob dieta com glúten, que subsequentemente desenvolverão DC.

Forma refratária: Pacientes com DC que não respondem à dieta isenta de glúten.

Há importante predisposição genética nos pacientes com DC, caracterizada pelos marcadores de superfície HLA-DQ2 e HLA-DQ8. O glúten interage com os marcadores HLA, causando uma resposta imune anormal da mucosa e lesão tecidual. Uma revisão demonstrou que a relação de pacientes com DC diagnosticada e não diagnosticada pode ser de 1:7. Um estudo indica que mais de 36% dos pacientes com DC, haviam recebido diagnóstico de SII (síndrome do intestino irritável) previamente.

Doença celíaca não tratada tem alta morbimortalidade. Anemia, infertilidade, osteoporose, e câncer, principalmente, linfoma intestinal, estão entre os riscos de complicação em pacientes sem tratamento. A investigação diagnóstica de DC deve ser realizada antes da introdução do tratamento que é a dieta isenta de glúten, pois a dieta pode alterar negativamente os resultados dos testes sorológicos e melhorar a histologia.

O diagnóstico de DC nem sempre é fácil de ser realizado. Em torno de 10% dos casos, há dificuldade de diagnóstico por achados discordantes entre sorologia, clínica e histologia. O diagnóstico de DC deve ser cogitado em todo paciente com diarreia crônica, distensão abdominal, flatulência, anemia ferropriva, osteoporose de início precoce, elevação de transaminases, familiares de primeiro e segundo graus de pacientes com DC, SII, hipocalcemia, assim como na deficiência de ácido fólico e vitaminas lipossolúveis. Além disso, DC está associada a diversas doenças como diabetes melito tipo I, hipo e hipertireoidismo, síndrome de Sjogren, cirrose biliar primária, hepatite autoimune, autismo, depressão, epilepsia, ataxia cerebelar, infertilidade, puberdade tardia, deficiência de IgA seletiva, Síndrome de Turner, Síndrome de Down e neuropatia periférica.

Não há justificativa na literatura, no momento, para rastreamento populacional para diagnóstico de DC.

Sorologia

Os marcadores utilizados são os anticorpos antiendomísio (EMA) e os anticorpos antitransglutaminase tecidual (anti-tTG), pois são sensíveis e específicos para o diagnóstico inicial de DC4. Diversos estudos evidenciaram alta correlação de seus resultados, não sendo necessária a pesquisa de ambos. O desempenho da pesquisa de anticorpos antigliadina (AGA) não é comparável aos testes supracitados e está em desuso.

Os testes sorológicos são os responsáveis pelo reconhecimento de que a DC não é rara. Teste sorológico positivo sugere o diagnóstico de DC, mas a biópsia duodenal ainda é o padrão-ouro. A sorologia positiva pode ficar negativa após 6 a 12 meses após a introdução de dieta isenta de glúten.

A sensibilidade dos marcadores sorológicos está relacionada ao grau de dano histológico na DC, tanto no momento do diagnóstico, como no acompanhamento da aderência à DSG. É alta a sensibilidade dos testes sorológicos quando houver atrofia vilosa total e diminuição progressiva desta, à medida que os achados histológicos estão menos alterados. Logo, a sorologia negativa não exclui o diagnóstico de DC.

Testes sorológicos podem ser usados para avaliar a aderência do paciente a dieta isenta de glúten. Anticorpos ficam negativos após 3-12 meses de dieta. Antitransglutaminase tecidual (anti-tTG IgA) O antígeno contra o qual os anticorpos antiendomíseo são direcionados é a enzima transglutaminase. O anti-tTG é o anticorpo contra a transglutaminase tecidual (a enzima responsável pela deaminação da gliadina na lâmina própria). Esse teste é realizado pelo método de ELISA e utiliza como substrato a proteína de porco guinea – primeira geração (sensibilidade 90% e especificidade 95,3%), células derivadas de eritrócitos humanos (sensibilidade 95,1 e especificidade 98,3) ou recombinante humano – segunda geração. Algumas doenças podem interferir nos resultados, levando à falso-positivos, como

doença hepática crônica, insuficiência cardíaca, artrite, diabetes melito e doença inflamatória intestinal. Essa interferência tem diminuído com os testes de última geração. Isoladamente, é o mais eficiente teste sorológico para detecção de DC. Pode ser realizado com uma pequena amostra de sangue retirada do dedo. Foi demonstrado recentemente que tTG-Abs RIA pode ser detectado na saliva humana, evitando coleta de sangue; o que facilita o diagnóstico de DC, especialmente em crianças. A pesquisa do anti-tTG IgA tem alta sensibilidade para o diagnóstico de DC e para o acompanhamento de pacientes com DSG.

Antiendomísio IgA (EMA)

Anticorpos EMA IgA ligam-se ao endomísio, o tecido conjuntivo ao redor do músculo liso, produzindo um padrão característico. É detectado por imunofluorescência indireta. É um método que demanda mais tempo, em relação ao método de ELISA, além de ser operador-dependente. Para sua realização usa-se esôfago de macaco (EMA IgA 97,4% sensibilidade e 99,6% especificidade) ou cordão umbilical humano (EMA IgA 90,2 sensibilidade e 99,6% especificidade) como substratos para a realização do teste. É reconhecido que a presença do EMA é preditiva de progressão para atrofia de vilosidades.

Anticorpos Antigliadina (AGA IgA)

Este é o marcador mais antigo e é determinado pelo método ELISA. Os valores de referência não são constantes entre os laboratórios. Sua eficácia é difícil de definir, pois os dados disponíveis na literatura são heterogêneos e não permitem a comparação. Sua especificidade é de aproximadamente 90%, a sensibilidade em torno de 85%-90% e baixo valor preditivo positivo. Há outros testes com melhor desempenho diagnóstico.

Deficiência seletiva de IgA

Deficiência de IgA é a mais comum imunodeficiência humana e é 10-15 vezes mais comum em pacientes com DC. Entretanto, a dosagem de IgA só deve ser realizada se houver alta suspeição desta deficiência. Aproximadamente 3% dos pacientes com DC têm essa deficiência, que pode causar falso-negativo nos testes sorológicos EMA, anti-tTG IgA e AGA IgA, baseados em IgA 20. Nos pacientes com deficiência seletiva de IgA pode ser realizada a sorologia com IgG, tanto o EMA IgG quanto o tTGA IgG têm excelente sensibilidade (próxima de 100%) e especificidade. Porém, testes baseados em IgG têm menor sensibilidade e especificidade em relação aos baseados em IgA, naqueles com níveis normais de IgA. Logo, se a sorologia (EMA IgA ou tTGA IgA) for negativa em paciente com alta suspeição de DC, deve ser dosada a IgA sérica.

Se houver alta suspeição de DC, com testes persistentemente negativos, os indivíduos devem realizar tipagem para HLA e, se positivos, devem realizar biópsia duodenal; ou alternativamente, realizar diretamente a biópsia.

Tipagem HLA

É o primeiro passo para a investigação de familiares de pacientes com DC. Tipagem HLA exclui um terço dos familiares de primeiro grau e identifica indivíduos para avaliação com biópsia. Também é o exame indicado se o indivíduo tem sorologia negativa e recusa-se a realizar a biópsia. O alelo HLA DQ2 é identificado em 90%-95% dos pacientes celíacos e HLA DQ8, na maioria dos restantes. Logo, a ausência destes tem valor preditivo negativo próximo de 100%. A tipagem HLA também é útil para excluir a doença em pacientes que, inadvertidamente, já estejam em DSG ou para os indivíduos nos quais o diagnóstico não está claro.

Biópsia duodenal

O diagnóstico de DC e a introdução de DSG para toda vida não devem ser firmados sem achados histológicos compatíveis, independentemente do resultado dos testes sorológicos. Entretanto, também não é aconselhável firmar diagnóstico apenas a partir do diagnóstico histológico, pois a doença não compromete de modo uniforme o intestino e as alterações não são exclusivamente observadas na DC. Apesar desses problemas, a biópsia intestinal ainda é considerada o padrão-ouro do diagnóstico.

Pacientes que apresentam sorologia persistentemente positiva e biópsia negativa, provavelmente têm DC latente. O número adequado de fragmentos de biópsia da segunda

porção duodenal ou mais distal está entre 4 e 6 10, 20. Um estudo recente demonstrou que quatro biópsias podem fazer o diagnóstico de DC em 100% dos casos. As alterações mucosas têm padrão salteado, bem demonstrado em magnificação, principalmente se associado a cromoendoscopia; as glândulas de Brunner e alterações pépticas podem dificultar o exame histológico, se as biópsias forem muito proximais.

O patologista deve estar familiarizado com o espectro das alterações compatíveis com DC; deve avaliar e descrever a infiltração linfocitária, padrão das criptas e a atrofia vilositária.

A classificação é feita pelos critérios de Marsh modificados e de Oberhuber et al. A classificação proposta por Marsh em 1992 é a mais utilizada ainda hoje. Os sintomas do paciente frequentemente correlacionam-se com o grau de lesão tecidual, conforme descrito abaixo:

  • Marsh I: lesão infiltrativa; arquitetura vilosa e mucosa normal; aumento de LIE (>30-40 linfócitos por 100 enterócitos contados).
  • Marsh II: lesão hiperplásica; semelhante ao Marsh I, mas apresenta também hiperplasia de criptas.
  • Marsh III: lesão destrutiva; subdividido em IIIa – atrofia vilosa parcial; IIIb – atrofia vilosa subtotal e IIIc – atrofia vilosa total.

O aumento de linfócitos intraepiteliais (LIE), com arquitetura mucosa normal pode ser observado em doenças autoimunes, como LES, AR, tireoidite de Hashimoto, em pacientes em uso de anti-inflamatórios não-hormonais, na apresentação inicial de DC e na DC latente. Um aumento de LIE pode também refletir um estado de ativação de células T incitada pelo glúten, distúrbios imunológicos, drogas e agentes infecciosos. Pacientes com DC que apresentam apenas aumento de LIE, sem alterações na arquitetura da mucosa, podem ser sintomáticos e estão sob risco aumentado de osteoporose.

Foram publicados estudos sugerindo que biópsias de bulbo parecem ser adequadas e, inclusive, este pode ser o único local a demonstrar atrofia vilositária. Em pacientes que já iniciaram com DSG, mesmo antes da biópsia de confirmação, com alta suspeição de DC e sorologia negativa, pode ser realizado teste com dieta contendo glúten, neste caso por pelo menos quatro semanas e, posteriormente, a biópsia. Porém alguns pacientes são respondedores tardios e podem levar anos para alterar a histologia. Deve ficar bem claro que a DSG só deve ser estabelecida após o diagnóstico firmado de DC. O diagnóstico pode ser difícil, pois a sorologia pode ser negativa, a doença pode ter comportamento histológico salteado ou o número ou local das biópsias pode não ser adequado. As biópsias devem ter tamanho suficiente, serem bem orientadas e com vilos montados para cima, em papel de filtro, possibilitando cortes que cruzem e não tangenciais, pois estes últimos podem levar à interpretação equivocada. O tipo de pinça parece ser irrelevante. A inflamação da mucosa e as alterações da arquitetura podem ser mascaradas pelo uso de corticóide e imunossupressores.

A inspeção da mucosa duodenal, durante a endoscopia digestiva alta, é importante e pode demonstrar achados relevantes; o endoscopista deve estar atento aos achados de atrofia vilosa, apesar deste exame ter baixa sensibilidade. Durante a endoscopia podem ser identificados os seguintes achados, sugestivos de DC: pregas mucosas serrilhadas, padrão em mosaico, pregas achatadas, menor tamanho e desaparecimento das pregas com máxima insuflação. Pacientes que realizarem endoscopia digestiva alta (EDA) por emagrecimento, anemia, diarreia e aqueles com risco aumentados de DC (SII, DII, doença hepática crônica, síndrome de Down, várias doenças autoimunes, principalmente DM1), devem realizar biópsia intestinal. Estão apresentadas no (Quadro 2) algumas doenças que fazem parte do diagnóstico diferencial.

Outros exames – Cápsula Endoscópica

Podem ser observadas anormalidades na mucosa de pacientes com DC sem diagnóstico prévio, através do exame de cápsula endoscópica, para investigação de anemia por deficiência de ferro. Nestes casos, provavelmente, a sorologia e as biópsias de duodeno poderiam eliminar a necessidade do exame de cápsula endoscópica. O duodeno, avaliado por endoscopia digestiva alta (EDA), pode apresentar-se inteiramente normal, enquanto no intestino proximal e distal são observados achados clássicos de DC, quando avaliados por cápsula endoscópica.

O diagnóstico de DC é complexo, especialmente nos pacientes assintomáticos ou com manifestações atípicas. A biópsia intestinal é necessária para o diagnóstico de DC, mesmo que a sorologia seja positiva.

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Check-up na terceira idade

 

A expressão “o futuro a Deus pertence” faz parte da vida de muitas pessoas, mas é necessário tomarmos cuidado quando o contexto é saúde. Nossos hábitos no presente  têm impacto no futuro e podem ser causadores de doenças que poderiam ter sido evitadas, se tivéssemos pensado com mais cautela enquanto íamos às compras no supermercado ou não praticávamos nenhum tipo de atividade física – por acreditar demais nas nossas limitações, por preguiça, por falta de tempo, entre outros motivos.

Se pensarmos que o check-up não é apenas um pedaço de papel que reúne informações a respeito da nossa saúde, mas um agregador nas respostas obtidas sobre a forma como cuidamos do nosso corpo e mente, nossa relação com os exames seria completamente diferente.

“Mas eu não estou doente” é uma das frases mais comuns de se ouvir quando você tem alguém mais idoso na família. Em alguns casos, a idade traz uma certa rebeldia. Não estamos aqui para julgar o papel da família, mas para salientar a importância de tentar combater essa ideia pela raíz. Principalmente porque o check-up consegue impactar nas causas e fatores de riscos antes que a doença ocorra, focando na promoção e proteção da saúde com relação às doenças. Se você enfrenta esse tipo de desafio na sua casa, converse sobre o papel preventivo do check-up na vida da pessoa idosa! ❤

“Já estou velho(a), prefiro não fazer exames para não descobrir problemas”, essa é outra frase que pode ser dita na terceira idade sem qualquer tipo de cerimônia. A questão é que o check-up também detecta problemas de saúde em seu estágio inicial, o que facilita o diagnóstica da doença e seu tratamento. Além disso, o check-up visa reduzir e/ou prevenir a disseminação da doença e suas consequências a longo prazo. Como por exemplo, o rastreamento de algum tipo de câncer e estratificação do risco cardiovascular. 😉

Através do check-up é possível reduzir prejuízos funcionais, consequentes a problemas agudos ou crônicos, incluindo medidas de reabilitação, por exemplo, a reabilitação após um infarto ou AVC, entre outros. Isso permite maior qualidade de vida, e não é isso o que todos nós desejamos, principalmente nessa fase da vida? Quer saber mais? Acesse nosso site e saiba qual o check-up indicado para você! http://gerardotrindade.com.br/checkup

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5 DICAS PARA CUIDAR DO NOSSO PLANETA

A Terra tem ficado mais quente a cada ano, e isso não é novidade para ninguém. No entanto, muitas pessoas ainda desconhecem as terríveis consequências do aquecimento global: grandes secas, escassez de água e alimento, aumento de furacões e tsunamis devastadores, inundações, além da extinção de espécies animais e biomas (Intergovernmental Panel on Climate Change). No Dia do Planeta Terra o Gerardo Trindade reuniu 5 dicas para evitar maiores surpresas no futuro, começando desde já:

1 – Escolha representantes que se importem com a questão ambiental

Combate ao desmatamento, propostas de reflorestamento e da redução de emissão de carbono devem fazer parte das propostas dos representantes do município, governo e presidência. Você sempre considera esse aspecto?

2- Considere reduzir o consumo de carne

Segundo os cientistas, reduzir 90% do consumo de carnes em países ocidentais é necessário para conter o aquecimento global e evitar que o planeta entre em colapso. A produção de alimentos gera gases do efeito estufa na criação de gado, destrói florestas e usa quantidades insustentáveis de água. Para todo pasto e gado é preciso desmatar ou usar uma área que deveria estar repleta de árvores. Menos árvores é igual a menos gás carbônico quebrado em oxigênio. Além disso, mais animais pastando é igual a mais metano, ou seja, mais gás poluente que contribui para o efeito estufa.

3- Procure reduzir o seu consumo

O consumo consciente privilegia o ‘menos e melhor’, ou seja, sempre que possível, procure consumir em menor quantidade e localmente. Afinal, para cada item fabricado é necessário emitir carbono – seja na fabricação do item ou em seu transporte.

4- Ande mais a pé ou vá de bike

Quanto mais carros, mais gás carbônico na nossa atmosfera. Além de ajudar o planeta você estará contribuindo para uma vida mais ativa e saudável!

5- Seja parte da mudança

Se pensarmos que é impossível ajudar o nosso planeta e vivermos acomodados com aquilo que já sabemos e estamos acostumados, as próximas gerações pagarão pela nossa falta de iniciativa. Seja parte da mudança, faça a sua parte, incentive outras pessoas!

Compartilhe essas dicas com a sua família e amigos e faça parte do Dia do Planeta Terra! ❤

10 DICAS PARA AJUDAR NA CONSERVAÇÃO DO SOLO

O solo é fundamental para os ciclos naturais da vida. Por isso, não é segredo algum que atitudes como o descarte incorreto do lixo, o processo de contaminação e algumas atitudes que já estão impregnadas na nossa cultura sejam dignas de um bate-papo, principalmente vindo do Gerardo Trindade! ?

Selecionamos 10 dicas para colocarmos em prática hoje mesmo:

1- Procure reduzir, reciclar ou reutilizar o lixo gerado, sempre que possível: não existe ‘jogar fora’, todo o lixo produzido fica dentro do nosso planeta. O primeiro passo para a realização do processo de reciclagem é a coleta seletiva, ou seja, a separação do lixo por material, com o seu posterior destino para o reaproveitamento. Que tal incentivar essa ideia na sua casa com a criançada?

2- Não descarte medicamentos e outros produtos farmacêuticos, como seringas e ampolas, no lixo comum ou vaso sanitário: além de prevenir intoxicações, descartar os medicamentos corretamente é uma forma de preservar o meio ambiente: a cada ano são descartadas entre 10.000 e 28.000 toneladas de medicamentos vencidos no meio ambiente, através do descarte de medicamentos pelo esgoto, da privada e pelo lixo comum, fazendo com que as substâncias químicas contidas em cada frasco ou cartela cheguem aos rios e córregos, contaminando o solo, a água e os peixes.

3- Dê preferência aos produtos orgânicos: a erosão do solo é um processo natural, responsável pela alteração do relevo terrestre, mas os seres humanos estão acelerando o processo através da ocupação incorreta do solo, principalmente relacionada ao uso de agentes químicos. A boa notícia é que na produção orgânica existem técnicas que reconstituem e até melhoram a fertilidade natural do solo, o que o torna resistente à erosão.

4- Plante uma árvore sempre que puder: as raízes das árvores crescem e mantém firme o solo, ajudando a prevenir a erosão, especialmente quando cresce nas encostas e terrenos íngremes. Além disso, elas ajudam na filtragem de esgoto e produtos químicos de fazendas.

5-  Evite fazer o uso de químicos, pesticidas, herbicidas e fungicidas em cultivos de plantas.

Reprodução: Folha de São Paulo | Fontes: Sciense, Abrasco

6- Dê preferência a produtos biodegradáveis: eles se decompõem com mais facilidade e são vistos como alternativa sustentável. Os produtos de limpeza não biodegradáveis, por exemplo, contém derivados do petróleo e outras substâncias nocivas ao meio ambiente.

7- Não descarte substâncias tóxicas e nocivas pelo ralo: por meio da água, essas substâncias entrarão em contato com o solo.

8- Reduza ou abandone os plásticos da sua vida: algumas dicas para chegar lá são recusar os descartáveis, não aceitar canudos, não pegar sacolinhas nem outros tipos de embalagens plásticas e se alimentar de forma mais natural. Explicamos melhor a seguir:

. recusando os descartáveis: sabe aqueles lixinhos desnecessários? Quase sempre comer fora de casa também quer dizer consumir talheres e copos plásticos. Que tal carregar os talheres da sua casa na sua bolsa ou mochila?

. dizendo não aos canudos: mesmo que você seja adepto dos canudos de bambu ou outro material, é perfeitamente possível viver sem os canudos. Pense nisso com carinho!

. abandonando o hábito de pegar sacolinhas plásticas: as ecobags são incríveis nesse sentido. Mas se você não estiver disposto a comprar uma, pode usar a mochila, a bolsa ou uma caixinha de papelão para carregar suas compras.

. se alimentando de forma mais natural: todo alimento industrializado carrega uma embalagem que vai para o lixo. Pensando nisso, para além da saúde, vale a pena ter uma alimentação mais natural. Descasque mais, desembale menos: esse é o lema!

9 – Procure sempre bons exemplos: quem não se sente inspirado por eles? Na Alemanha, por exemplo, a reciclagem do plástico por parte do fabricante é obrigatória. Sabe como funciona? Todo o consumidor deve devolver os recipientes plásticos em máquinas específicas para isso. As máquinas, por sua vez, reconhecerão de onde aquele plástico é. Essas embalagens acabam voltando para o fabricante que as produziu, ele as vende para a indústria de reciclagem e as compra de volta, prontinhas para reutilizar.

Dessa forma, o plástico fica mais barato para a empresa que o utiliza como matéria-prima e fortalece outros empreendedores, graças à economia circular praticada para que a reciclagem aconteça. Não é incrível?

10- Seja um incentivador de pessoas: mostre aos outros como é perfeitamente possível ajudar na conservação do solo. Pode ser fazendo tudo o que mencionamos aqui e ainda  compartilhando nas redes sociais ou fazendo o famoso boca a boca, mas não deixe de ser um incentivador, combinado?

O Laboratório Gerardo Trindade disponibiliza um coletor especial para o recolhimento de medicamentos, com quatro compartimentos para receber medicamentos vencidos (sólidos e líquidos), embalagens e seringas. Traga o medicamento vencido em sua casa para descartar aqui no Gerardo Trindade!

Compartilhe essas dicas com a sua família e amigos e faça parte do Dia da Conservação do Solo!

 

Dia mundial de combate ao câncer: marcadores tumorais

Imagine milhões de células se reproduzindo velozmente através de um processo chamado divisão celular. É assim que o nosso corpo, em condições normais, dá conta de tudo: formação, crescimento e regeneração de tecidos saudáveis do corpo. Todo o tempo nosso corpo está se recompondo: células sanguíneas, células da pele…

Normalmente, as células defeituosas são destruídas pelo nosso sistema imunológico. Porém, em algumas situações, essas células defeituosas não são destruídas e se proliferam de forma descontrolada, levando à formação do câncer.

Reprodução: Inca

Segundo estimativas do Inca e do Ministério da Saúde, haverá 600 mil novos casos de câncer no Brasil este ano. Mas há como identificar o câncer de forma precoce através de um simples exame de sangue ou urina, de forma barata e pouco invasiva! Isso é possível através do uso dos marcadores tumorais, que são substâncias, geralmente proteínas, produzidas pelo organismo em resposta ao crescimento de cânceres, ou pelo próprio tecido cancerígeno, e que podem ser detectadas em sangue, urina ou amostras de tecido.

Os marcadores tumorais podem ajudar na detecção do câncer em estágio precoce, quando há melhor chance de cura e são usados como exames de triagem inicial.  A partir de um valor elevado de um marcador tumoral, o médico assistente solicita outros exames mais complexos para confirmação ou exclusão de um possível câncer. Um exemplo bem conhecido de marcador tumoral é o PSA, usado na triagem do câncer de próstata.

Alguns marcadores são específicos para determinados tipos de câncer, enquanto outros são encontrados em vários tipos da doença. Em sua maioria, os marcadores mais conhecidos também podem estar aumentados em doenças não cancerosas e, por isso, os marcadores tumorais não são considerados exames definitivos para o diagnóstico do câncer e sim exames utilizados na triagem inicial, por serem de baixo custo e pouco invasivos.

Os marcadores tumorais também são usados para monitorar o tratamento do câncer e detectar o seu reaparecimento. Nessa situação específica, são realizadas dosagens seriadas do marcador e avaliado se está havendo diminuição, aumento ou estabilização do valor. Em um tratamento bem sucedido, há diminuição dos níveis do marcador tumoral.

Exemplos de marcadores tumorais comuns e sua utilização em triagem e monitoramento:

– alfafetoproteína: marcador de câncer hepático

– Ca 15-3 e Ca 27-29: marcadores de câncer de mama

– CEA e Ca 19-9: marcadores de câncer colorretal

– Ca 125: marcador de câncer de ovário

– PSA: marcador de câncer de próstata

Consulte seu médico com regularidade: ele poderá lhe orientar quais os exames que devem ser feitos por você, baseado na sua história clínica, seu histórico familiar, sexo, idade, medicações em uso, hábitos alimentares e de exercícios, estresse, etc.

Faça seu check-up no Gerardo Trindade e mantenha a saúde em dia!

 

Saúde: bem-estar físico, emocional e social

É bem comum pensarmos que quando estamos livres de alguma doença temos saúde, certo? No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ter saúde significa estar em completo bem-estar físico, emocional e social.

Depois de ter consciência do que a frase quer dizer a coisa fica um pouco mais complexa. Primeiramente é importante rever nossos hábitos e não tentar mais justificá-los pela correria da vida moderna. Acredite, só esse primeiro passo já será um desafio. Como seres humanos estamos sempre querendo convencer a nós mesmos e aos outros e, por isso, usamos tantos desculpismos. Toda essa correria, principalmente vivida por aqueles que comem fora de casa, acaba contribuindo para uma alimentação nem um pouco nutritiva, ou seja, pobre em verduras, legumes e frutas, além de elevado índice de consumo no que diz respeito a bebidas com açúcar (refrigerantes e sucos), de sódio e gordura saturada.

A questão é que mesmo no self-service podemos fazer escolhas saudáveis! Então que tal substituirmos todas as nossas desculpas pela consciência de que as nossas escolhas moldam quem somos e quem seremos no futuro? Sem falarmos no exemplo para as nossas crianças! Vamos por partes…

Falando em escolhas saudáveis é impossível não pensar em algum tipo de atividade física. Qualquer que seja ela, a alimentação é o seu combustível. Reflita sobre que tipo de alimento tem sido o seu: natural ou industrializado? Diversos estudos indicam que o consumo de alimentos industrializados pode estar associado ao desenvolvimento de câncer. Por outro lado, uma alimentação saudável aliada a prática de exercícios físicos é capaz de combater a doença. É hora de colocar na balança o que você quer para você e para a sua família.

Lembra do exemplo para as crianças? Pois é, os pequenos só reproduzem o que veem, ouvem e presenciam. Os pais ou responsáveis devem não só incentivar o consumo de alimentos saudáveis e in natura, como devem sentar à mesa com elas comendo o mesmo, principalmente o verdinho que as crianças às vezes recusam e até choram para comer. Incentive desde pequeno o seu filho a gostar de verduras, legumes, grãos e frutas. Limite a quantidade de doces, prefira receitas mais naturais como a combinação banana  ou maçã + canela de sobremesa. A criança não gosta daquilo que ela não conhece!

Se aquilo que comemos é combustível para o nosso corpo, o que dirá para a nossa mente? O lado emocional também faz parte da nossa saúde. Aliás, quem nunca recorreu a um doce como forma de compensação? Acontece que o açúcar oferece uma alegria momentânea e logo ela vai embora. Por isso é importante ter uma rotina de atividades físicas, se puder ao ar livre, para sentir bem-estar todos os dias e não só em alguns minutos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o brasileiro consome 50% a mais de açúcar do que deveria. O recomendado é que apenas 10% das calorias diárias provenham do açúcar, sendo, preferencialmente, que não passe dos 5%. Essa ingestão representa 50 g de açúcar por dia (em uma dieta de 2 mil kcal/dia). Uma dica é ficar sempre atento aos rótulos dos alimentos, já que a indústria alimentícia tem muitos nomes para o açúcar isso dificulta sua identificação na lista de ingredientes. Não se engane!
Nomes mais comuns para o açúcar nos produtos industrializados

Outra dica super bem-vinda é ficar atento a vontade excessiva de comer doces. Esse desejo pode estar associado à falta de nutrientes no organismo (triptofano, vitaminas do complexo B e magnésio), muito importantes para a fabricação de serotonina no cérebro, responsável pela sensação de bem-estar, controle da saciedade e o tão almejado bom humor.

Além da alimentação, é importante estar com pessoas que amamos, manter relacionamentos saudáveis de qualquer natureza, ter lazer, procurar estar ao ar livre e pegar sol pela manhã, descansar e procurar equilibrar as emoções diante dos acontecimentos que não celebramos de jeito nenhum, como a morte de algum amigo ou familiar e que, infelizmente, faz parte do ciclo da vida.

A saúde física, emocional e social é importante para combater as doenças do corpo e da alma, como a ansiedade e a depressão. Façamos nossa parte para viver melhor e estar por perto o maior tempo possível daqueles que amamos e dependem direta ou indiretamente de nós, sem nos esquecermos de que nós também precisamos de cuidados!

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar de você e da sua família!

O que tem no seu carrinho? Dicas para uma alimentação e vida saudáveis

Quem nunca ouviu a máxima “você é o que você come” em algum contexto da vida não sabe o que é ficar com a pulga atrás da orelha. Essa frase conforta ou assusta você? Pois é, a verdade é que pra muitos ela causa arrepios.

Mas, afinal de contas, o que é a tal da alimentação saudável? Quando pensamos nela, devemos considerar que há uma adequação aos princípios biológicos e socioculturais de determinada pessoa. De forma que ela atenda às necessidades de cada fase da vida (infância, adolescência, fase adulta e terceira idade) e atenda às seguintes questões: deve ser acessível do ponto de vista físico e financeiro; estar em equilíbrio (qualidade e quantidade) e deve ser baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis; livre de contaminantes físicos, químicos e biológicos.

Hoje em dia é claro que muitos recorrem àquelas compras mais fáceis: biscoitos, refrigerantes e refeições congeladas. No entanto, o melhor mesmo é sempre evitar os industrializados. Quando você o faz, também estará escolhendo viver melhor e até mais, quem sabe?

Os óleos, sal e açúcar, por exemplo, sempre dão aquele toque nas nossas receitas. Mas é importante não exagerar, são alimentos muito perigosos para a saúde cardiovascular e pressão arterial.

Os alimentos processados? Passe longe, eles possuem sal, açúcar ou vinagre para que durem por mais tempo. Conservas de legumes, doces em calda, carnes temperadas, sardinha e atum em lata, azeitonas, queijos e pães são alguns exemplos.

Se os alimentos processados já são perigosos, agora imagine só os ultraprocessados? São completamente pobres em nutrientes e possuem conservantes químicos, sal, açúcar e gorduras. Alguns exemplos: biscoitos, balas, sorvetes, macarrão instantâneo, pizzas, hambúrgueres congelados, salsichas, refrigerantes, empanados, salgadinhos de pacote e refrescos.

Bateu aquela dúvida na hora de saber o que comer e por quê? O livro ‘Guia alimentar para a população brasileira’, lançado pelo Ministério da Saúde, é uma leitura e tanto para quem quer saber mais sobre o assunto!

Que tal repensar seu estilo de vida hoje para viver melhor amanhã? Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

 

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