Autor: Laboratório Gerardo Trindade (Página 1 de 9)

SAÚDE DO HOMEM: sempre é hora de se cuidar!

Especial | Dia do Homem que se cuida de verdade

A conscientização em relação aos cuidados da saúde masculina ainda é necessária em pleno século XXI, já que os homens procuram menos pelos serviços de saúde. O que se observa é uma certa resistência tanto nos cuidados preventivos quanto em relação a orientações médicas.

Não é segredo que para viver bem é essencial manter a saúde em dia, isso inclui uma alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos e, é claro, a realização de check-up para prevenir e controlar diversos problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, dislipidemia. Confira os exames usados na prevenção e avaliação dos principais problemas de saúde masculina!

SAÚDE DO CORAÇÃO

Os homens, estatisticamente, formam o grupo mais suscetível ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares. As mulheres, no período pré-menopausa, têm o coração protegido pela ação do hormônio estradiol, que não é produzido pelo homem. Além disso, alguns hábitos e costumes podem favorecer o surgimento da aterosclerose – formação de placas gordurosas que se formam no interior dos vasos sanguíneos e diminuem o fluxo sanguíneo – a alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e o estresse. Esses hábitos, aliados à predisposição genética, favorecem o surgimento de doenças cardíacas: obesidade, diabetes, hipertensão arterial. Além disso, a aterosclerose combinada a outras doenças pode levar a um infarto súbito do miocárdio.

Preventivamente, é ideal que se faça um check-up laboratorial anual para monitorar o perfil lipídico, a glicemia e, em casos de pessoas com fatores de risco elevado, dosagem de Proteína C Reativa ultrassensível, APO-A1 e APO-B.

Em casos de suspeita de infarto são feitos alguns exames para detectar a lesão do miocárdio: CPK – creatinofosfoquinase, troponina, mioglobina e BNP e pró-BNP. Mas esses são exames mais usados na detecção do infarto no pós-infarto, para monitoramento da recuperação da lesão cardíaca.

Na imagem: exames indicados para avaliação cardíaca

SAÚDE HORMONAL

Os exames usados para avaliar a saúde hormonal são indicados em todas as fases da vida: infância, adolescência, fase adulta e terceira idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% dos homens depois dos 40 anos de idade terão queda de testosterona; e geralmente ocorre uma diminuição de 12% da produção desse hormônio a cada década de vida. A queda desse hormônio pode causar sintomas como diminuição da força e da massa muscular, aumento da gordura visceral, comprometimento da memória e funções cognitivas, disfunção erétil e depressão. Por isso, o cuidado a partir dessa idade deve ser redobrado!

Nesse sentido, exames como os indicados no quadro abaixo são fundamentais para avaliar a saúde hormonal:

Na imagem: exames indicados para avaliação da função hepática

Os exames de Testosterona e Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais são fundamentais, assim como o TSH e o T4 Total e Livre, usados para avaliar a tireóide.

SAÚDE HEPÁTICA

O fígado desempenha múltiplas e importantes funções no nosso corpo, atuando como órgão de armazenamento, produção de componentes sanguíneos e fatores da coagulação, metabolismo de nutrientes e toxinas, síntese de hidratos de carbono, proteínas, além de sua importância no metabolismo de carboidratos e lipídios. Outra função de grande importância é o metabolismo de xenobióticos (compostos estranhos ao organismo como drogas e medicamentos) que precisam ser metabolizados para se tornarem ativos ou serem excretados.

Os exames laboratoriais que avaliam a função hepática medem os níveis de enzimas e outras substâncias produzidas pelo fígado, além de detectar inflamação, lesão ou disfunção. Além disso, são úteis para monitorar a evolução de doenças e a resposta da pessoa ao tratamento, além de avaliar a gravidade do problema.

As enzimas TGO, TGP, GGT estão presentes no interior do hepatócito e a elevação dessas enzimas é um indicativo claro de lesão hepática. Outros exames como a dosagem de proteínas totais e albumina são úteis para monitorar se o fígado está funcional.

Algumas doenças tratáveis e/ou controláveis se detectadas precocemente são extremamente agressivas para o fígado: hepatite B, hepatite C e esteatose. A esteatose (acúmulo de gordura no fígado) é uma doença silenciosa porém reversível se descoberta de forma precoce.

Na imagem: exames indicados para avaliação da função hepática

MARCADORES TUMORAIS: PSA – Câncer de Próstata 

Os marcadores tumorais são usados como ferramentas na detecção do câncer em estágio precoce, quando há melhor chance de cura e são usados como exames de triagem inicial.  A partir de um valor elevado de um marcador tumoral, o médico assistente solicita outros exames mais complexos para confirmação ou exclusão de um possível câncer. Um exemplo bem conhecido de marcador tumoral é o PSA, usado na triagem do câncer de próstata.

Para homens que apresentam PSA total entre 2 e 10 ng/mL é indicado o exame PHI (índice de saúde da próstata). Esse exame leva dosa a partícula proPSA  e consegue classificar com mais segurança uma elevação de PSA benigna de uma elevação indicativa de câncer de próstata.

Na imagem: marcadores tumorais usados para detecção de câncer na próstata

Sempre é tempo de cuidar da saúde para viver o melhor da vida, não importa a idade! Conte  com o Laboratório Gerardo!

ALERGIAS: TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER A RESPEITO

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada três pessoas sofre de algum tipo de alergia, uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias que, na maioria das pessoas, não causa sintomas.

Os tipos mais comuns de alergia são: asma, rinite, conjuntivite, sinusite, urticária e alergia alimentar. Todos os tipos de alergia, quando manifestam sintomas, são observadas após o contato com o alérgeno, ou seja, a substância que causa a alergia. Em casos mais graves, caso não haja atendimento, pode ocorrer o angioedema (inchaço das pálpebras, lábios ou extremidades) e a anafilaxia.

O que acontece com o corpo durante a reação alérgica?

Ao ter contato com o alérgeno, a proteína que desencadeia a reação alérgica, o organismo se protege acionando a liberação de químicos inflamatórios mediados por imunoglobulinas de classe E (IgE). Por isso, a intensidade dos sintomas será de acordo com cada pessoa e a quantidade de alérgeno que ela ingeriu ou teve contato.

Em geral, a alergia é mediada por IgE e/ou linfócitos T:

Quando mediada pela IgE: geralmente se desenvolve durante a infância e ocorre em pessoas com forte histórico familiar de alergias. São exemplos: urticária, asma e anafilaxia.

Quando mediada por linfócitos T: manifesta-se de forma gradual, é crônica e é mais comum em bebês e crianças. São exemplos: gastroenteropatias por proteínas dietéticas e doença celíaca.

Quando mediada por IgE e linfócitos T: costuma ter início tardio. São exemplos: dermatite atópica e gastroenteropatia eosinofílica.

Qual a diferença entre sensibilidade, alergia e intolerância?


Imagem: comparativo entre alergia, sensibilidade e intolerância.

Quais são os principais fatores de risco?

Se você tem casos de asma, eczema, urticária e outras alergias na sua família, as chances de desenvolver alergias alimentares são maiores. Falando especificamente da asma, é bom ter uma atenção extra. Nestes casos, os sintomas da doença e da alergia ficam mais graves do que o normal.

Além disso, as alergias alimentares são mais comuns na infância. Isso acontece porque, com o passar dos anos, o sistema digestivo amadurece e o corpo fica menos propenso a absorver substâncias que provocam alergias.

Os alérgenos alimentares mais comuns em recém-nascidos e crianças são: leite, soja, ovos, amendoim e trigo. Em jovens e adultos, nozes e frutos do mar.

Como é o diagnóstico das alergias?

Você pode investigar diversos tipos de alergias através de uma pequena amostra de sangue, mais especificamente com os testes de IgE múltiplo e IgE específico.

No teste de IgE múltiplo, são medidos os anticorpos, as imunoglobulinas da classe E (IgE), usualmente associados com a alergia e/ou parasitose. Pacientes com IgE total inferior a 10 kU/L dificilmente tem alergia.

O teste de IgE específico é o mais eficiente e seguro, já que não interfere no uso de medicamentos pelo paciente. Dessa forma, a indicação dos níveis de anticorpos do tipo imunoglobulina E (IgE) para um alimento específico a ser testado, são auxiliares no diagnóstico das alergias.

Qual a importância do diagnóstico?

Quando você busca um médico para avaliar se há algum tipo de alergia, sensibilidade ou intolerância não só evita reações adversas como também medicações desnecessárias e leva uma vida mais tranquila!

 

Aqui no Laboratório Gerardo Trindade você pode realizar esses exames e manter a sua saúde em dia!

Dia Internacional do Diabético: dicas para viver melhor

A diabetes atinge milhões de brasileiros, mas o diagnóstico não deve ser encarado como uma sentença de falta de qualidade de vida. Embora a doença seja crônica, progressiva e sem cura é possível, através de hábitos saudáveis e acompanhamento constante, ter uma vida normal e saudável!

Existem basicamente três tipos de diabetes: a diabetes tipo I, diabetes tipo II e a diabetes gestacional. A diabetes tipo I surge mais comumente na infância e na adolescência e tem forte componente autoimune. O organismo produz anticorpos anti-insulina ou anti-pâncreas. A diabetes tipo I quando o pâncreas deixa de produzir a insulina, hormônio que leva a glicose, ou seja, o açúcar dos alimentos, ao interior das células para ser transformado em energia. Sem insulina, a glicose vinda da alimentação não consegue entrar dentro das células, que ficam sem “combustível” para produzir energia e a pessoa passa a ter que usar insulina injetável para repor o hormônio que o organismo não produz mais.

Imagem: o que acontece no corpo de que tem Diabetes tipo I

A diabetes tipo II costuma ser diagnosticada na fase adulta, geralmente após os 40 anos, em adultos com sobrepeso e ocorre quando o excesso de gordura no organismo leva a uma resistência das células à ação da insulina e a glicose se eleva de forma progressiva. O pâncreas começa a produzir um excesso de insulina para tentar transportar a glicose para dentro das células. Após algum tempo, o excesso de trabalho do pâncreas leva-o a falência e a pessoa passa a necessitar de insulina, como na diabetes tipo I.

Imagem: o que acontece no corpo de quem tem Diabetes tipo II

Já a diabetes gestacional surge na gravidez em mulheres com predisposição, geralmente já obesas, e pode ou não persistir após o parto. Ter diabetes gestacional é um grande fator de risco para a diabetes tipo II no futuro.  Na maioria dos casos, não há nenhum sintoma aparente. Por isso, os exames glicemia em jejum e glicemia pós-dextrosol são usados para o diagnóstico e acompanhamento da diabetes gestacional.

Em todos os casos de diabetes, o diagnóstico é feito através do exame de sangue em jejum de 8 horas, devendo ser confirmado em outra dosagem de glicose feita em dia diferente:

– Glicemia normal: Até 99 mg/dL em jejum

– Glicemia de jejum alterada: De 100 a 125 mg/dL em jejum

– Diabetes: Superior a 126 mg/dL em jejum ou superior a 200 mg/dL sem jejum

A glicemia de jejum alterada é considerada um estado pré-diabético e requer atenção redobrada. Após o diagnóstico da diabetes o acompanhamento da glicemia em jejum é recomendada bem como a dosagem trimestral  da hemoglobina glicada, que consegue detectar se a glicemia está sendo bem controlada ao longo do dia com o tratamento. A hemoglobina glicada também é usada para verificar se o diabético está seguindo o tratamento corretamente, já que o excesso de glicose se liga às hemácias de forma irreversível.

O diabético não tratado tende a desenvolver a longo prazo problemas cardíacos, renais e oculares, por isso a importância de se alimentar corretamente, tomar os medicamentos indicados pelo médico e fazer exercícios. A boa notícia é que dá pra viver normalmente com a doença, através da tríade: alimentação saudável, exercícios físicos e medicamentos.

É importante para o diabético evitar a gordura saturada, muito presente nas carnes vermelhas, no leite integral e na manteiga, além de alimentos muito salgados, para evitar problemas renais e hipertensão. Além disso, o açúcar – em todas as suas versões – deve ser completamente descartado da alimentação, já que é absorvido imediatamente pelo organismo, elevando a glicemia rapidamente. Os carboidratos ingeridos devem ser integrais, ricos em fibras, que retardam a liberação do açúcar do intestino para o sangue.

Uma ótima dica é adicionar farelos de aveia em todas as refeições, por causa do seu alto teor de fibras. As frutas contém um açúcar chamado frutose que é quebrado em glicose no intestino. Algumas frutas – como melancia – contém um teor maior de frutose, devendo ser ingeridas com moderação e acompanhada de farelo de aveia para diminuir a velocidade de liberação da glicose para o sangue.

A prática de exercícios é essencial para o controle da diabetes, já que o exercício favorece o emagrecimento e diminui a resistência à insulina causadora do diabetes tipo II. Alguns exercícios que contribuem para controlar a glicose são os exercícios aeróbicos, que favorecem a perda de peso.

Alimentação saudável, medicação correta (indicada pelo seu médico), exercícios e exames regulares formam o quarteto perfeito para você controlar a sua glicemia sob controle. Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para uma maior qualidade de vida!

Cuidados com a saúde no inverno

A estação mais fria do ano chegou pedindo hábitos saudáveis e medidas protetivas contra as doenças mais comuns no inverno, como gripes, resfriados, amigdalites, asma, bronquite, otite, rinite, sinusite, pneumonia, entre outras. Confira nossas dicas pra enfrentar o frio numa boa!

Hidratação

Hidrate muito bem o seu corpo: isso quer dizer não pensar na água apenas para matar a sede, até porque no inverno é incomum sentirmos urgência em bebê-la, mas como uma aliada do sistema respiratório. As secreções tendem a ficar mais ressecadas e a água as torna mais líquidas, ajudando a eliminar esses fluidos. Além disso, frutas como laranja, melancia, uva e maçã ajudam na hidratação.

Alimentação

Consuma alimentos aliados no fortalecimento da imunidade: leite e derivados, açúcar refinado, cafeína, sal, álcool e alimentos industrializados e ricos em gorduras trans podem enfraquecer o sistema imunológico ou deixar a recuperação mais lenta de quem pegou uma gripe, por exemplo, mas existe um time de alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade. Confira no quadro abaixo:

Imagem | Quadro de alimentos que ajudam no fortalecimento da imunidade

Álcool

É muito comum que as pessoas enxerguem nas bebidas alcoólicas, como o vinho e o quentão – típicos no mês de Junho e Julho – a solução para aquecer o corpo, mas não existe dose segura de álcool. O ideal é apelar para os chás que além de manter o corpo aquecido ajudam a melhorar os níveis de concentração e energia, prevenir a diabetes e diminuir o risco de doenças cardiovasculares, devido ao polifenol.

Temperatura

Evite banhos muito quentes, o ideal é tomar banhos mornos.

Evite a exposição prolongada a ambientes com ar condicionado quente ou frio.

Locais confinados

Quando está frio é quase inevitável não fechar as janelas em casa, no trabalho e nos transportes públicos, mas essa não é a melhor decisão. Evite locais confinados, higienize as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel; cubra a boca e o nariz com um lenço de papel quando tossir ou espirrar e evite mudanças de temperaturas bruscas. Esses hábitos ajudam a evitar gripes, bronquites e outras doenças respiratórias.

Dores

Dor na lombar, nos pés, no pescoço, nos joelhos: a lista de dores nessa época do ano é enorme. Quando nosso corpo é submetido a baixas temperaturas, a circulação do sangue fica mais concentrada nas regiões internas do corpo (coração, pulmões, rins e cérebro) e menos nas regiões periféricas (pele e musculatura). Além disso, ainda tem mais dois fatores que contribuem para a dor: os músculos tendem a ficar contraídos para produzir calor e, durante o inverno, as pessoas tendem a praticar menos exercícios, o que pode aumentar a dor e rigidez das articulações. Para evitar as dores musculares, tão comuns nesse período, é fundamental manter o corpo ativo!

Cuidado redobrado

Idosos, hipertensos, diabéticos, obesos, fumantes e sedentários devem redobrar os cuidados com a saúde no inverno.

Para aproveitar a estação ao máximo e cuidar com a saúde no inverno, mantenha seus exames em dia!

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

A importância da imunização na prevenção de doenças

Quando o assunto é saúde é importante ter em mente que é mais fácil prevenir uma doença do que tratá-la, e é isso que as vacinas fazem. A imunização protege não só o corpo de quem recebe a vacina, como também da população em geral.

Mas como é o efeito da vacina no organismo? Depois de vacinado, o organismo responde à chamada “memória imunológica”, ou seja, a produção antecipada de anticorpos especializados em reconhecer o ‘invasor’, caso a pessoa seja infectada por ele. A partir da imunização, a resposta à infecção real ocorre de forma muito mais rápida e eficaz. No entanto, a importância da vacinação não para por aí. Graças a ela, algumas doenças podem ser erradicadas complementamente em todo o mundo – exemplo da varíola e da poliomielite.

Imagem – Efeito da vacina no organismo

Muitas pessoas associam a necessidade de vacinação à infância, mas cada idade deve seguir as recomendações de vacina. Os idosos, por exemplo, precisam se proteger contra gripe, pneumonia e tétano; as mulheres férteis devem tomar vacinas contra rubéola e tétano, já que na gestação ou após o parto, elas podem causar problemas graves no desenvolvimento do bebê e até levá-los a óbito. Além disso, profissionais de saúde, pessoas que viajam para regiões específicas e outros grupos também devem seguir as recomendações.

É importante destacar que quem não se vacina não só coloca em risco a própria saúde, mas também a de seus familiares e amigos, além de contribuir para o aumento da circulação de doenças. No entanto, ainda há muitos mitos em torno da vacinação e isso prejudica a consciência da população em geral (Ministério da Saúde). Confira alguns deles:

Não tomo vacinas porque elas têm efeitos colaterais desconhecidos

A maioria das reações são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. Efeitos graves são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa fique doente gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina.

Aplicar mais de uma vacina numa criança sobrecarrega o sistema imunológico

As crianças são expostas a centenas de substâncias estranhas constantemente, e isso é ótimo para desencadear uma resposta imune todos os dias. Aliás, o simples hábito de comer introduz novos antígenos no corpo e numerosas bactérias vivem na boca e no nariz. Uma criança é exposta a muito mais antígenos de um resfriado comum ou dor de garganta, por exemplo, do que de vacinas. É fundamental pensar nas vantagens de aplicar vacinas ao

mesmo tempo: menos visitas ao posto de saúde ou ao hospital, maior probabilidade de que o calendário de vacinas fique completinho, além de diminuir o número de injeções aplicadas, no caso da vacinação combinada para sarampo, caxumba e rubéola.

É melhor ser imunizado pela doença do que pela vacina

As vacinas interagem com o sistema imunológico para produzir uma resposta imunológica semelhante àquela produzida pela infecção natural, mas não causam a doença ou colocam a pessoa imunizada em risco de possíveis complicações. A partir da imunização, a resposta à infecção real ocorre de forma muito mais rápida e eficaz, como já foi dito anteriormente.

Lembre-se de que toda vacina licenciada para uso passou antes por diversas fases de avaliação, garantindo a segurança de toda a população! Vacine-se, a sua saúde agradece!

Imagem | Calendário de Vacinação Infantil

Veja também o Calendário de Vacinação Adulto: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-adulto.pdf

Cefaleia: o melhor é não perder a cabeça!

Quem nunca sentiu aquela dorzinha chata de cabeça? As cefaleias (dores de cabeça) são dores comuns, de intensidade variável e características diferentes. Acometem pessoas de todas as idades e podem ser classificadas em cefaleias primárias, que são aquelas que indicam, ao mesmo tempo, a enfermidade e o sintoma: a cefaleia tensional, a cefaleia em salvas e a enxaqueca, e em cefaleias secundárias, que estão relacionadas a outros problemas como: gripes e resfriados, sinusites, problemas oftalmológicos, dentários ou de ouvido, por exemplo.

A cefaleia tensional causa, geralmente, uma dor ou aperto bilateral na nuca ou na parte de cima da cabeça, mas não costuma impedir que a pessoa dê conta dos compromissos. Já a cefaleia em salvas é uma dor pulsátil, agrupada e diária, podendo causar obstrução nasal e congestão ocular, ou seja, olhos avermelhados e lacrimejantes. A enxaqueca, por sua vez, talvez seja a mais temida. As crises podem surgir em qualquer idade, mas são mais comuns no início da adolescência e afetam mais as mulheres. A dor é unilateral e inclui outros sintomas como: náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e aos sons.

Nossos hábitos acabam influenciando o aparecimento das dores de cabeça, ainda que o maior fator seja genético – como no caso da enxaqueca, por exemplo. Por isso, é importante não perder a cabeça e se render às vontades, pensando “ah, eu já estou com dor mesmo.” Fatores como alimentação, qualidade do sono, variações bruscas de temperatura e da umidade do ar, além de fatores emocionais e estresse podem ajudar a iniciar uma crise:

Alimentação

– Queijos amarelos envelhecidos;

– Frutas cítricas (principalmente laranja, limão, abacaxi e pêssego);

– Salsichas, linguiças e alimentos de coloração avermelhada, em conserva;

– Frituras e gorduras;

– Chocolates;

– Café, chá e refrigerantes;

– Aspartame (adoçante artificial);

– Glutamato monossódico (tipo de sal usado como intensificador de sabor, principalmente em comida chinesa);

– Bebidas alcoólicas como vinhos (principalmente o tinto) e cervejas.

– Ficar mais de 5 horas seguidas sem se alimentar.

Sono

– Dormir mais ou menos do que o de costume;

– Usar aparelhos eletrônicos antes de dormir, como celular, tablet ou notebook.

Variações bruscas de temperatura e umidade do ar

– Sair de ambientes quentes para frios e vice-versa;

– Ingerir líquidos gelados com o organismo quente.

Fatores emocionais e estresse

Fatores hormonais

Menstruação: é muito comuns que as mulheres tenham crises antes, durante ou depois do período menstrual;

– Uso de pílulas anticoncepcionais;

– Menopausa e reposição hormonal: muitas mulheres melhoram espontaneamente nesse período e voltam a ter crises quando começam a reposição hormonal.

O diagnóstico pode ser feito pelo clínico geral junto ao neurologista, com base no seu histórico médico, sintomas, além de exames físicos e neurológicos – exame de sangue e urina, raio x sinusal, eletroencefalograma, exame óptico e tomografia computadorizada. A partir disso, será possível saber o tipo de cefaleia, com que frequência ela acontece, quais os sintomas e os efeitos nas suas atividades do dia a dia.

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Dia Internacional de Combate ao Fumo: relação entre o câncer e o cigarro

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país soma 28.220 novos casos de tumores pulmonares ao ano, mas a relação entre câncer e cigarro não se limita só ao pulmão. O cigarro é a causa direta de mortes por diversos tipos de câncer: boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado, por doença coronariana (angina e infarto), cerebrovasculares (acidente vascular cerebral).

Em apenas 10 cm de cigarro o fumante inala mais de 4.720 substâncias tóxicas, como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, naftalina e fósforo P4/P6 (usado para matar rato), além de 43 substâncias cancerígenas, sendo as principais: arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, resíduos de agrotóxicos e substâncias radioativas (Polônio 210, por exemplo). Além disso, o hábito de fumar aumenta o risco de desenvolver outras doenças, como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras.

As pessoas que convivem com fumantes também são afetadas, porque a terrível fumaça que sai do cigarro se espalha no ambiente com três vezes mais nicotina, monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala. Além do mais, quem não fuma pode ter desde reações alérgicas, como rinite, tosse, conjuntivite e asma em curto período, até infarto do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos. Em crianças o número de infecções respiratórias aumenta.

Não existe dose segura de cigarro e, por isso, a decisão de parar precisa ser tomada o quanto antes. Confira 4 passos para parar de fumar:

– Decidir abandonar o cigarro de vez: é preciso acreditar que os benefícios superam a ilusão de prazer imediato. Mesmo após anos fumando, em apenas 20 minutos sem cigarro, a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta.

Em 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. Após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

De um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes – tosse, rouquidão e falta de ar – ficam mais tênues. Além disso, os cílios epiteliais começam e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. Por isso, a pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas.

Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, especialistas afirmam que é possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

– Buscar ajuda: muitas pessoas têm um padrinho, ou seja, uma pessoa que serve de apoio para essa grande decisão. Além disso, é importante buscar ajuda médica!

– Escolher a data: marque no calendário a data escolhida para parar de fumar e, até chegar lá, procure se livrar dos gatilhos para o fumo.

– Ter um plano: para muitos fumantes é mais fácil escolher a data definitiva para parar, mas essa não precisa ser a regra. Na verdade, existem outras formas: diminuir o cigarro gradativamente, o que ajuda o organismo a tolerar a falta de nicotina ou, ainda, atrasar 1h o cigarro em relação ao horário que você costuma recorrer a ele. Cada pessoa lida com essa decisão de uma forma, mas é muito importante que você leve a sério. Afinal, a vida é feita de escolhas!

– Lidar com a abstinência: nada de manter recordações, jogue fora cinzeiros, isqueiros e embalagens; procure ingerir bastante líquido; recorra a balas sem açúcar, caso necessário, pratique algum tipo de atividade física e separe o dinheiro que você habitualmente usaria para comprar cigarro e compre um presente pra você!

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Dia Mundial da Tireoide: hipotireoidismo e hipertireoidismo

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que fica localizada no pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. Ela age na função de órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins, além de interferir no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, peso, memória, concentração, humor e controle emocional.

É muito importante que a tireoide esteja funcionando bem, para garantir o equilíbrio do organismo. Quando isso não ocorre, a glândula pode liberar hormônios em excesso, dando origem ao hipertireoidismo, ou em quantidade insuficiente, caso do hipotireoidismo. Estas disfunções são, na maioria dos casos, geneticamente herdadas. O hipotireoidismo é a alteração mais frequente da tireoide, sua prevalência em mulheres é em torno de 10% e aumenta na menopausa. Em homens é menos frequente, sua prevalência é em torno de 3%.

No hipertireoidismo o corpo começa a funcionar rápido demais: a pessoa tende a ficar agitada, com os batimentos acelerados, o intestino solto, o sono é frequentemente interrompido e a pessoa acaba dormindo pouco, pois se sente com muita energia. Já no hipotireoidismo os processos do corpo passam a ser mais lentos: os batimentos cardíacos ficam mais lentos, a memória fica comprometida, as dores musculares, articulares e a sonolência aparecem, a pessoa ganha peso e os níveis de colesterol no sangue aumentam.

Sintomas: Hipertireoidismo e Hipotireoidismo | Reprodução: Ministério da Saúde

Frequentemente, as pessoas têm dúvidas sobre a relação entre emagrecimento ou ganho de peso e problemas na tireoide. É importante dizer que uma pessoa não é gorda ou magra porque tem uma disfunção na glândula. As disfunções causam alterações transitórias de peso, enquanto o paciente não receber o tratamento adequado. Por outro lado, quando o tratamento é iniciado, o peso vai depender do tipo de alimentação e gasto calórico, como ocorre com qualquer pessoa saudável.

A alimentação influencia diretamente no funcionamento da tireoide, porque ela utiliza o iodo ingerido na dieta para a produção dos hormônios. Dessa forma, uma alimentação adequada deve fornecer cerca de 150 microgramas de iodo por dia, quantidade suficiente para a produção dos hormônios tireoidianos. É fundamental evitar alimentos que podem fornecer uma quantidade exagerada de iodo, como medicamentos, vitaminas ou alimentos como frutos do mar ou pães industrializados, que causam disfunção na tireoide. Confira abaixo uma relação de alimentos iodados:

– Alga marinha / algas secas – 1 folha inteira seca: 19 a 2.984 microgramas

– Bacalhau (selvagem) – 3 colheres: 99 microgramas

– Peixes – 2 fatias: 35 microgramas de iodo

– Salmão – porção de 100 gramas: 71 microgramas de iodo

– Camarão – porção de 85 gramas: 35 microgramas de iodo

– Lagosta – porção de 100 gramas: 100 microgramas de iodo

– Atum – 1 pode em óleo: 17 microgramas

– Peito de peru assado – porção de 85 gramas: 34 microgramas de iodo

– Ovos – 1 grande: 24 microgramas

– Ameixa – 5 ameixas secas: 13 microgramas

– Ervilhas verdes – 1 xícara cozida: 6 microgramas

– Berbigão – porção de 100 gramas: 160 microgramas de iodo

– Mexilhão – porção de 100 gramas: 120 microgramas de iodo

– Vagem – 2 xícaras: 3 microgramas de iodo

– Banana – 1 média: 3 microgramas

– Morango – 1 xícara: 13 microgramas

– Cranberries – porção de 113 gramas: 400 microgramas de iodo

O excesso de iodo crônico pode causar o hipotireoidismo, enquanto uma sobrecarga aguda de iodo pode causar tanto o hipo quanto o hipertireoidismo. Por outro lado, a falta de iodo também pode provocar problemas, como o hipotireoidismo e o desenvolvimento do bócio endêmico, popularmente chamado de papo. Trata-se de qualquer aumento da tireoide, seja de forma difusa ou nodular. No Brasil, o bócio endêmico é mais raro devido à inclusão do iodo no sal de cozinha.

As gestantes devem dar uma atenção especial à ingestão de iodo,consumindo cerca de 250 microgramas todos os dias. A deficiência do iodo pode causar alterações cognitivas no feto e problemas obstétricos.

O hormônio que estimula a tireoide é o TSH, que é produzido pela hipófise e controla o funcionamento na glândula. No hipotireoidismo, o TSH fica elevado para estimular a glândula e fica suprimido quando ela está funcionando rapidamente.  Dessa forma, o TSH, o T4 e o T3 são utilizados em conjunto para avaliar a função tireoidiana, sendo o TSH o exame mais completo. O valor ideal, na maioria dos testes, para o TSH no sangue, é de 0,4-4,0 mUI/L, em adultos. Porém, em crianças, gestantes e idosos os valores podem ser diferentes.

O tratamento de hipotireoidismo é feito com reposição hormonal, mas só pode ser indicado a partir da avaliação clínica do paciente. Já no hipertireoidismo há mais de uma opção terapêutica: a medicação, o iodo radioativo ou cirurgia. O objetivo da medicação é diminuir a produção de hormônio tireoidiana pela glândula e, em casos mais graves, caso ocorra intolerância ao medicamento, há a indicação do tratamento radioativo – que provoca redução no volume da tireoide e hipotireoidismo. Sendo, neste caso, necessária a reposição hormonal – ou cirurgia, indicada quando há presença de bócios volumosos e nódulos tireoidianos suspeitos.

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Cuidados essenciais para a saúde dos olhos

Cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio de visão, segundo a Organização Mundial de Saúde. Isso alerta para a necessidade de um olhar mais atento para a saúde dos olhos.

Muitas pessoas recorrem ao oftalmologista somente quando enfrentam algum tipo de problema ou enfermidade, mas através de hábitos preventivos é possível evitar que eles apareçam. Confira nossas dicas para evitar o surgimento de problemas oculares!

1- Evite coçar os olhos

Esse hábito é instintivo, mas os olhos possuem uma estrutura frágil e a pressão exercida nessa região pode causar lesões e danos mais sérios. Além disso, as mãos podem conter germes que, em contato com os olhos, podem causar conjuntivite e causar ferimentos. Se a coceira insistir em aparecer é importante procurar um oftalmologista para avaliar a causa.

2- Não durma sem remover a maquiagem

Às vezes o cansaço é tanto que uma atitude simples, como remover a maquiagem antes de dormir, parece ser uma coisa muito trabalhosa. Por outro lado, esse mau hábito pode irritar a região dos olhos e até mesmo provocar inflamações. O terçol, por exemplo, é um problema muito comum e surge mais próximo aos cílios, na borda da pálpebra, e apresenta vermelhidão, inchaço e incômodo. Embora ele suma em algumas semanas, acaba gerando um incômodo que poderia ser evitado com a boa higienização da região dos olhos.

3- Dose o nível de açúcar do seu sangue

O aumento de açúcar no sangue é responsável por diversos problemas não só na saúde, mas na vista – principalmente em quem possui diabetes tipo 1 ou 2. As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não possuem a doença. O alto consumo de açúcar pode, por exemplo, causar uma retinopatia diabética, que atinge mais de 75% das pessoas com diabetes há mais de 20 anos. Como se trata de uma doença silenciosa, o único sintoma costuma ser a vista embaçada. No entanto, caso não tratada, pode provocar hemorragia interna e cegueira irreversível. Um simples exame de sangue, a partir da dosagem de glicemia, serve para medir o nível de açúcar no seu sangue e monitorar o tratamento de diabetes.

4- Abandone o cigarro

O cigarro possui mais de quatro mil substâncias cancerígenas e a fumaça que vai em direção aos olhos pode causar muitos problemas na vista, como inflamações, olhos secos, coceira e sensação de corpo estranho. Além disso, o tabaco pode prejudicar a transparência do cristalino e acelerar o processo de opacificação dessa estrutura. Como consequência, surge a catarata. Aliás, quem fuma tem três vezes mais chances de desenvolver a catarata.

5- Procure ter hábitos saudáveis

Ter uma alimentação saudável e praticar algum tipo de atividade física é fundamental para ter uma boa saúde ocular. A obesidade, o diabetes e a hipertensão podem causar problemas nos olhos e, em alguns casos, se o problema não for detectado precocemente, o agravamento dessas doenças pode levar à cegueira. Além disso, a hipertensão pode provocar o desenvolvimento de quadros de glaucoma.

6- Pisque mais os olhos

Esse hábito instintivo ajuda a lubrificar as córneas, evitando o ressecamento dos olhos e outros problemas na região ocular. Procure dar uma atenção especial a este hábito, principalmente se você trabalhar muitas horas olhando para um ponto fixo, como um computador.

7- Cuidado com as lentes de contato

Lave bem as mãos antes e depois de colocá-las e mantenha a higienização do estojo de lentes em dia, lembrando de descartar as lentes de contato antes do prazo de validade para evitar inflamações e infecções.

8- Não use colírios sem prescrição médica

O uso de colírios só deve ser feito por prescrição médica, já que ele mascara sintomas importantes para identificar problemas na região ocular. Aliás, quando os colírios são usados por muito tempo podem causar graves problemas colaterais, como o aumento da pressão intraocular, a piora do ressecamento dos olhos e a aceleração de doenças como catarata e glaucoma. Por isso, não considere a possibilidade de comprar nenhum tipo de colírio sem antes consultar um oftalmologista.

9- Fuja da compra de óculos de grau em feiras e camelôs

A compra de óculos de grau em feiras e camelôs é muito arriscada, porque não existe um oftalmologista realizando uma consulta que identifique problemas como glaucoma, por exemplo. Por isso, é comum que algumas pessoas passem a vida inteira somente trocando de grau, acreditando que estão enxergando melhor, mas que descobrem em uma consulta que, na realidade, enfrentam um problema maior. Compre sempre em lojas especializadas depois de passar pela avaliação de um oftalmologista.

10- Evite ficar muito tempo no computador

Passar muito tempo diante do computador ou da televisão pode causar vista cansada, coceira, lacrimejamento, além de dificuldade para focalizar imagens. O ideal é fazer intervalos de hora em hora e manter uma distância de, pelo menos, 50cm do monitor.

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Dia do celíaco: como identificar a doença

A doença celíaca (DC) é uma intolerância à ingestão de glúten, contido em cereais como cevada, centeio, trigo e malte, em indivíduos geneticamente predispostos, caracterizada por um processo inflamatório que envolve a mucosa do intestino delgado, causando a atrofia das vilosidades intestinais, má absorção e uma variedade de manifestações clínicas. As proteínas do glúten são relativamente resistentes às enzimas digestivas, resultando em derivados peptídeos que podem levar à resposta imunogênica em pacientes com DC.

As manifestações clínicas da DC podem envolver o trato gastrointestinal, assim como pele, fígado, sistema nervoso, sistema reprodutivo, ossos e sistema endócrino. A dermatite herpetiforme ocorre em 10% a 20% dos pacientes e é uma manifestação patognomônica.

Até recentemente, o diagnóstico de DC era reconhecido apenas em pacientes com manifestações clínicas típicas ou com elevado grau de suspeita. O diagnóstico geralmente é realizado em crianças com a síndrome má absortiva. Após o surgimento de testes sorológicos de alta acurácia e maior atenção dos médicos para manifestações atípicas, tem aumentado a prevalência de DC e seu diagnóstico fora da faixa pediátrica. A prevalência é estimada em torno de 1:100 na população em geral. As manifestações clínicas da DC podem variar:

Forma clássica: má absorção intestinal sintomática. Pode ocorrer: diarreia crônica, dor abdominal, distensão abdominal, perda de peso e flatulência.

Forma atípica: ausência de sintomas ou poucos sintomas gastrointestinais, presença de sintomas atípicos, como anemia por deficiência de ferro, osteoporose ou osteopenia, infertilidade, baixa estatura. É a apresentação mais comum.

Forma silenciosa: Diagnóstico ocasional, histológico ou sorológico, em indivíduos assintomáticos.

Forma latente: Há duas formas: 1- Pacientes com diagnóstico prévio de DC, que responderam à dieta isenta de glúten, e apresentam histologia normal ou apenas aumento de linfócitos intraepiteliais; 2- Indivíduos com mucosa intestinal normal, sob dieta com glúten, que subsequentemente desenvolverão DC.

Forma refratária: Pacientes com DC que não respondem à dieta isenta de glúten.

Há importante predisposição genética nos pacientes com DC, caracterizada pelos marcadores de superfície HLA-DQ2 e HLA-DQ8. O glúten interage com os marcadores HLA, causando uma resposta imune anormal da mucosa e lesão tecidual. Uma revisão demonstrou que a relação de pacientes com DC diagnosticada e não diagnosticada pode ser de 1:7. Um estudo indica que mais de 36% dos pacientes com DC, haviam recebido diagnóstico de SII (síndrome do intestino irritável) previamente.

Doença celíaca não tratada tem alta morbimortalidade. Anemia, infertilidade, osteoporose, e câncer, principalmente, linfoma intestinal, estão entre os riscos de complicação em pacientes sem tratamento. A investigação diagnóstica de DC deve ser realizada antes da introdução do tratamento que é a dieta isenta de glúten, pois a dieta pode alterar negativamente os resultados dos testes sorológicos e melhorar a histologia.

O diagnóstico de DC nem sempre é fácil de ser realizado. Em torno de 10% dos casos, há dificuldade de diagnóstico por achados discordantes entre sorologia, clínica e histologia. O diagnóstico de DC deve ser cogitado em todo paciente com diarreia crônica, distensão abdominal, flatulência, anemia ferropriva, osteoporose de início precoce, elevação de transaminases, familiares de primeiro e segundo graus de pacientes com DC, SII, hipocalcemia, assim como na deficiência de ácido fólico e vitaminas lipossolúveis. Além disso, DC está associada a diversas doenças como diabetes melito tipo I, hipo e hipertireoidismo, síndrome de Sjogren, cirrose biliar primária, hepatite autoimune, autismo, depressão, epilepsia, ataxia cerebelar, infertilidade, puberdade tardia, deficiência de IgA seletiva, Síndrome de Turner, Síndrome de Down e neuropatia periférica.

Não há justificativa na literatura, no momento, para rastreamento populacional para diagnóstico de DC.

Sorologia

Os marcadores utilizados são os anticorpos antiendomísio (EMA) e os anticorpos antitransglutaminase tecidual (anti-tTG), pois são sensíveis e específicos para o diagnóstico inicial de DC4. Diversos estudos evidenciaram alta correlação de seus resultados, não sendo necessária a pesquisa de ambos. O desempenho da pesquisa de anticorpos antigliadina (AGA) não é comparável aos testes supracitados e está em desuso.

Os testes sorológicos são os responsáveis pelo reconhecimento de que a DC não é rara. Teste sorológico positivo sugere o diagnóstico de DC, mas a biópsia duodenal ainda é o padrão-ouro. A sorologia positiva pode ficar negativa após 6 a 12 meses após a introdução de dieta isenta de glúten.

A sensibilidade dos marcadores sorológicos está relacionada ao grau de dano histológico na DC, tanto no momento do diagnóstico, como no acompanhamento da aderência à DSG. É alta a sensibilidade dos testes sorológicos quando houver atrofia vilosa total e diminuição progressiva desta, à medida que os achados histológicos estão menos alterados. Logo, a sorologia negativa não exclui o diagnóstico de DC.

Testes sorológicos podem ser usados para avaliar a aderência do paciente a dieta isenta de glúten. Anticorpos ficam negativos após 3-12 meses de dieta. Antitransglutaminase tecidual (anti-tTG IgA) O antígeno contra o qual os anticorpos antiendomíseo são direcionados é a enzima transglutaminase. O anti-tTG é o anticorpo contra a transglutaminase tecidual (a enzima responsável pela deaminação da gliadina na lâmina própria). Esse teste é realizado pelo método de ELISA e utiliza como substrato a proteína de porco guinea – primeira geração (sensibilidade 90% e especificidade 95,3%), células derivadas de eritrócitos humanos (sensibilidade 95,1 e especificidade 98,3) ou recombinante humano – segunda geração. Algumas doenças podem interferir nos resultados, levando à falso-positivos, como

doença hepática crônica, insuficiência cardíaca, artrite, diabetes melito e doença inflamatória intestinal. Essa interferência tem diminuído com os testes de última geração. Isoladamente, é o mais eficiente teste sorológico para detecção de DC. Pode ser realizado com uma pequena amostra de sangue retirada do dedo. Foi demonstrado recentemente que tTG-Abs RIA pode ser detectado na saliva humana, evitando coleta de sangue; o que facilita o diagnóstico de DC, especialmente em crianças. A pesquisa do anti-tTG IgA tem alta sensibilidade para o diagnóstico de DC e para o acompanhamento de pacientes com DSG.

Antiendomísio IgA (EMA)

Anticorpos EMA IgA ligam-se ao endomísio, o tecido conjuntivo ao redor do músculo liso, produzindo um padrão característico. É detectado por imunofluorescência indireta. É um método que demanda mais tempo, em relação ao método de ELISA, além de ser operador-dependente. Para sua realização usa-se esôfago de macaco (EMA IgA 97,4% sensibilidade e 99,6% especificidade) ou cordão umbilical humano (EMA IgA 90,2 sensibilidade e 99,6% especificidade) como substratos para a realização do teste. É reconhecido que a presença do EMA é preditiva de progressão para atrofia de vilosidades.

Anticorpos Antigliadina (AGA IgA)

Este é o marcador mais antigo e é determinado pelo método ELISA. Os valores de referência não são constantes entre os laboratórios. Sua eficácia é difícil de definir, pois os dados disponíveis na literatura são heterogêneos e não permitem a comparação. Sua especificidade é de aproximadamente 90%, a sensibilidade em torno de 85%-90% e baixo valor preditivo positivo. Há outros testes com melhor desempenho diagnóstico.

Deficiência seletiva de IgA

Deficiência de IgA é a mais comum imunodeficiência humana e é 10-15 vezes mais comum em pacientes com DC. Entretanto, a dosagem de IgA só deve ser realizada se houver alta suspeição desta deficiência. Aproximadamente 3% dos pacientes com DC têm essa deficiência, que pode causar falso-negativo nos testes sorológicos EMA, anti-tTG IgA e AGA IgA, baseados em IgA 20. Nos pacientes com deficiência seletiva de IgA pode ser realizada a sorologia com IgG, tanto o EMA IgG quanto o tTGA IgG têm excelente sensibilidade (próxima de 100%) e especificidade. Porém, testes baseados em IgG têm menor sensibilidade e especificidade em relação aos baseados em IgA, naqueles com níveis normais de IgA. Logo, se a sorologia (EMA IgA ou tTGA IgA) for negativa em paciente com alta suspeição de DC, deve ser dosada a IgA sérica.

Se houver alta suspeição de DC, com testes persistentemente negativos, os indivíduos devem realizar tipagem para HLA e, se positivos, devem realizar biópsia duodenal; ou alternativamente, realizar diretamente a biópsia.

Tipagem HLA

É o primeiro passo para a investigação de familiares de pacientes com DC. Tipagem HLA exclui um terço dos familiares de primeiro grau e identifica indivíduos para avaliação com biópsia. Também é o exame indicado se o indivíduo tem sorologia negativa e recusa-se a realizar a biópsia. O alelo HLA DQ2 é identificado em 90%-95% dos pacientes celíacos e HLA DQ8, na maioria dos restantes. Logo, a ausência destes tem valor preditivo negativo próximo de 100%. A tipagem HLA também é útil para excluir a doença em pacientes que, inadvertidamente, já estejam em DSG ou para os indivíduos nos quais o diagnóstico não está claro.

Biópsia duodenal

O diagnóstico de DC e a introdução de DSG para toda vida não devem ser firmados sem achados histológicos compatíveis, independentemente do resultado dos testes sorológicos. Entretanto, também não é aconselhável firmar diagnóstico apenas a partir do diagnóstico histológico, pois a doença não compromete de modo uniforme o intestino e as alterações não são exclusivamente observadas na DC. Apesar desses problemas, a biópsia intestinal ainda é considerada o padrão-ouro do diagnóstico.

Pacientes que apresentam sorologia persistentemente positiva e biópsia negativa, provavelmente têm DC latente. O número adequado de fragmentos de biópsia da segunda

porção duodenal ou mais distal está entre 4 e 6 10, 20. Um estudo recente demonstrou que quatro biópsias podem fazer o diagnóstico de DC em 100% dos casos. As alterações mucosas têm padrão salteado, bem demonstrado em magnificação, principalmente se associado a cromoendoscopia; as glândulas de Brunner e alterações pépticas podem dificultar o exame histológico, se as biópsias forem muito proximais.

O patologista deve estar familiarizado com o espectro das alterações compatíveis com DC; deve avaliar e descrever a infiltração linfocitária, padrão das criptas e a atrofia vilositária.

A classificação é feita pelos critérios de Marsh modificados e de Oberhuber et al. A classificação proposta por Marsh em 1992 é a mais utilizada ainda hoje. Os sintomas do paciente frequentemente correlacionam-se com o grau de lesão tecidual, conforme descrito abaixo:

  • Marsh I: lesão infiltrativa; arquitetura vilosa e mucosa normal; aumento de LIE (>30-40 linfócitos por 100 enterócitos contados).
  • Marsh II: lesão hiperplásica; semelhante ao Marsh I, mas apresenta também hiperplasia de criptas.
  • Marsh III: lesão destrutiva; subdividido em IIIa – atrofia vilosa parcial; IIIb – atrofia vilosa subtotal e IIIc – atrofia vilosa total.

O aumento de linfócitos intraepiteliais (LIE), com arquitetura mucosa normal pode ser observado em doenças autoimunes, como LES, AR, tireoidite de Hashimoto, em pacientes em uso de anti-inflamatórios não-hormonais, na apresentação inicial de DC e na DC latente. Um aumento de LIE pode também refletir um estado de ativação de células T incitada pelo glúten, distúrbios imunológicos, drogas e agentes infecciosos. Pacientes com DC que apresentam apenas aumento de LIE, sem alterações na arquitetura da mucosa, podem ser sintomáticos e estão sob risco aumentado de osteoporose.

Foram publicados estudos sugerindo que biópsias de bulbo parecem ser adequadas e, inclusive, este pode ser o único local a demonstrar atrofia vilositária. Em pacientes que já iniciaram com DSG, mesmo antes da biópsia de confirmação, com alta suspeição de DC e sorologia negativa, pode ser realizado teste com dieta contendo glúten, neste caso por pelo menos quatro semanas e, posteriormente, a biópsia. Porém alguns pacientes são respondedores tardios e podem levar anos para alterar a histologia. Deve ficar bem claro que a DSG só deve ser estabelecida após o diagnóstico firmado de DC. O diagnóstico pode ser difícil, pois a sorologia pode ser negativa, a doença pode ter comportamento histológico salteado ou o número ou local das biópsias pode não ser adequado. As biópsias devem ter tamanho suficiente, serem bem orientadas e com vilos montados para cima, em papel de filtro, possibilitando cortes que cruzem e não tangenciais, pois estes últimos podem levar à interpretação equivocada. O tipo de pinça parece ser irrelevante. A inflamação da mucosa e as alterações da arquitetura podem ser mascaradas pelo uso de corticóide e imunossupressores.

A inspeção da mucosa duodenal, durante a endoscopia digestiva alta, é importante e pode demonstrar achados relevantes; o endoscopista deve estar atento aos achados de atrofia vilosa, apesar deste exame ter baixa sensibilidade. Durante a endoscopia podem ser identificados os seguintes achados, sugestivos de DC: pregas mucosas serrilhadas, padrão em mosaico, pregas achatadas, menor tamanho e desaparecimento das pregas com máxima insuflação. Pacientes que realizarem endoscopia digestiva alta (EDA) por emagrecimento, anemia, diarreia e aqueles com risco aumentados de DC (SII, DII, doença hepática crônica, síndrome de Down, várias doenças autoimunes, principalmente DM1), devem realizar biópsia intestinal. Estão apresentadas no (Quadro 2) algumas doenças que fazem parte do diagnóstico diferencial.

Outros exames – Cápsula Endoscópica

Podem ser observadas anormalidades na mucosa de pacientes com DC sem diagnóstico prévio, através do exame de cápsula endoscópica, para investigação de anemia por deficiência de ferro. Nestes casos, provavelmente, a sorologia e as biópsias de duodeno poderiam eliminar a necessidade do exame de cápsula endoscópica. O duodeno, avaliado por endoscopia digestiva alta (EDA), pode apresentar-se inteiramente normal, enquanto no intestino proximal e distal são observados achados clássicos de DC, quando avaliados por cápsula endoscópica.

O diagnóstico de DC é complexo, especialmente nos pacientes assintomáticos ou com manifestações atípicas. A biópsia intestinal é necessária para o diagnóstico de DC, mesmo que a sorologia seja positiva.

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