Check-up como qualidade de vida

O ano possui 365 dias! Parece bastante tempo para cuidar da saúde, não é? Ainda assim, muitas pessoas não dedicam um diazinho ou uma semana para ficar com os exames em dia. Pois é, o check-up é a garantia de saúde, disposição e bem-estar no restante do ano!

Todo mundo comete uma extravagância aqui e ali quando o assunto é alimentação e rotina de exercícios físicos, optando por alimentos nada saudáveis na rua, geralmente pela correria e falta de tempo, aderindo ao sedentarismo no lugar de praticar algum tipo de atividade diariamente e por aí vai. Sem falar na genética, que muitas vezes contribui para o surgimento de doenças em qualquer fase da vida!

A constatação precoce de doenças permite que os médicos atuem de forma mais eficiente no tratamento da doença, sem dúvida alguma. Por outro lado, os cuidados com a saúde são indispensáveis não somente em resposta ao aparecimento de um sintoma preocupante, mas de forma preventiva. No caso de doenças silenciosas, que ainda não apresentaram sintoma algum, por exemplo, o check-up é um grande aliado! Os exames servem para rastrear o problema de forma precoce, como no caso do câncer, diabetes e hipertensão.

O ideal é que o check-up seja feito de acordo com as necessidades de cada faixa etária desde a infância. Hoje em dia as pessoas têm maior acesso à informação e, por isso mesmo, devem estar mais atentas à prevenção, fundamental para que haja qualidade de vida! E quem não quer viver bem, né?

Quando o assunto é saúde basta pensar que o nosso corpo é como um carro. O combustível que usamos é bom ou ruim? Se for bom, certamente o carro vai andar sem falhas ou problemas mecânicos. Se for ruim, a probabilidade é a de que ele viva no mecânico. Isso quer dizer, dependendo da medicina curativa. Aquela que trata o problema e não antecipa uma solução!

O check-up é a chance de fazer todos os exames necessários para a manutenção da saúde em um único dia ou semana. Quem o escolhe, está escolhendo aproveitar o restante do ano com qualidade de vida, vigor e alegria!

Confira algumas dicas importantes:

– Faça seus exames com acompanhando médico, sem tentar analisar os resultados sozinho;

– Se possível, mantenha o check-up na mesma época do ano, já que isso ajuda na referência para o médico que solicitou os exames;

– Se possível, leve os exames anteriores para o seu médico;

– Pense na saúde de forma integral, optando por um estilo de vida saudável e incluindo na rotina uma alimentação saudável e prática regular de atividades físicas. 

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Check-up na obesidade

Atualmente é cada vez mais comum que as pessoas estejam acima do peso, o que eleva o risco de morbidades (doenças) associadas à obesidade. São elas:

– Dislipidemias: elevação do colesterol total e de sua fraca ruim – LDL; elevação dos triglicérides;

– Diabetes: elevação da  glicemia;

– Hipertensão arterial: elevação da pressão sanguínea;

– Esteatose hepática: acúmulo de gordura no fígado;

– Síndrome dos ovários policísticos (SOP) – em mulheres, somente: disfunção menstrual, infertilidade, acne, hirsutismo (crescimento de pelos em locais como rosto, peito, costas) e outros sintomas.

O check-up anual é ainda mais importante nas pessoas com sobrepeso ou obesas. Alterações iniciais nos exames laboratoriais são um sinal de alerta para imediatas mudanças no estilo de vida para prevenir doenças.

E quais os exames a serem realizados no check-up quando se tem sobrepeso? E o que eles irão avaliar?

Exames indicados

É importante ter em mente que mesmo tendo todos os exames laboratoriais normais, a pessoa com excesso de peso tem um risco aumentado para desenvolver diabetes, ter um infarto ou desenvolver algum tipo de câncer.

O tecido adiposo produz diversas substâncias que interferem no metabolismo do corpo todo. Nas crianças, a obesidade é ainda mais preocupante porque as chances de uma criança com sobrepeso se tornar um adulto obeso são maiores do que em uma criança com peso normal. 

Se você ou seu filho tem sobrepeso é necessário ter um suporte multiprofissional – médico, nutricionista, educador físico e psicólogo – para emagrecer de forma constante e devagar, reduzindo o sobrepeso aos poucos, sem pressa, com a finalidade de diminuir os riscos associados à obesidade.

Alimentar-se de forma mais saudável, praticar exercícios físicos e entender os mecanismos psicológicos que o leva a abusar dos alimentos é a fórmula nada secreta para ter um peso adequado ao seu biótipo e idade. Nada de ficar se culpando por um deslize ou por estar acima do peso! Foco, persistência, conhecimento e autocuidado, é o que precisamos para ter o controle do nosso peso. Vamos cuidar da saúde? Comece hoje!

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Alimentação e exercícios físicos na prevenção de doenças

Você só procura o médico quando nota que algo está errado ou aposta na prevenção de doenças? Manter a saúde em dia parte do princípio de que o corpo e a mente devem caminhar juntos, é assim que a Organização Mundial de Saúde a define: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou de enfermidade.”

A opção por uma alimentação saudável, livre de gorduras e alimentos processados ou ultraprocessados, é o primeiro quesito a ser seguido para uma boa saúde. O ideal é usar sempre o bom senso no mercado e optar mais por compras em feiras, onde os alimentos in natura estão à disposição, na maioria das vezes, com bastante variedade.

É importante destacar aqui que mesmo com tantas orientações acerca do tipo de alimentação mais saudável, cerca de ⅓ de todos os diagnósticos de câncer estão relacionados a uma alimentação inadequada. Claro que não estamos falando só do câncer, mas esse dado só mostra a gravidade no que diz respeito a conscientização da população. A ferramenta está nas mãos de todos nós e vale a pena repensar hábitos nocivos dentro e fora de casa. Além disso, existem alguns estudos que comprovam que uma alimentação rica em nutrientes ajuda a diminuir o risco de diversos tipos de câncer, como o de pulmão, cólon, reto, estômago, boca, faringe, laringe, esôfago, bexiga, pâncreas e, possivelmente, o de endométrio, colo de útero, fígado, próstata e rim. Ufa, vale mesmo a pena!

Voltando às dicas, você com certeza deve ter ouvido falar alguma vez na vida que tudo em excesso faz mal à saúde. De fato, é essencial que haja um equilíbrio inclusive no prato. Isso passa pelo café da manhã, almoço e janta, além dos lanches nos intervalos entre as principais refeições. Para isso, o recomendado é comer pelo menos 5 porções de verduras, legumes e frutas, ingerir grãos e fibras e caprichar na hidratação, deixando de lado os sucos de caixinha ou em pó e os tão terríveis refrigerantes, inimigos da saúde e do bem-estar!

Falando nesse tema que gera polêmica, você sabe do que é feito o refrigerante? Em geral, eles são compostos por açúcar, sódio, acidulantes, antioxidantes, conservantes, edulcorantes e dióxido de carbono. Com exceção do açúcar, todos os demais são ingredientes artificiais e não oferecem nada de bom para o nosso organismo. Só calorias vazias, ou seja, nada de vitaminas e minerais. O açúcar, por sua vez, contribui para diversas doenças como sobrepeso, obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, entre outras. Sem falar no sódio, que contribui para o aumento da pressão arterial, e consequentemente, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, doenças renais, entre outras. Se o refrigerante ainda entra na sua casa por algum motivo é hora de repensar esse hábito!

Outra questão polêmica que faz parte da alimentação é o consumo de álcool. É preciso deixar claro que não existe dose segura e o seu consumo está associado ao aumento de diversas doenças como o câncer de boca, esôfago, faringe, laringe, fígado e mama.

Muito bem, dito isso, a prática de exercícios físicos é tão importante quanto uma alimentação saudável. Os dois juntos formam uma dupla imbatível, como aquela do desenho ‘Super Gêmeos’ dos anos 80!

Brincadeiras à parte, a prática regular de exercícios físicos – pelo menos três vezes por semana – movimenta o corpo e previne diversas doenças, além de proporcionar o tão gostoso bem-estar, adquirido na liberação de endorfinas,  ajuda a diminuir a ansiedade, outra doença que merece atenção na atualidade.

A principal dica em relação ao exercício físico é: comece! Movimente o corpo o quanto antes, seja caminhando, correndo, andando de bicicleta, levando o cachorro para passear, buscando as crianças na escola, dando uma volta no quarteirão ou em lugares específicos para isso, como academias, espaço para danças, natação, estúdios de pilates, entre outros. No início, seu corpo vai reclamar, as dores musculares vão aparecer, mas tudo isso será uma resposta positiva do corpo. A de que algo está acontecendo, a mudança está sendo conquistada aos pouquinhos. Que coisa boa! 

Para chegar lá, comece trocando o elevador pelas escadas, experimente ir a pé para o trabalho (se for possível), considere valores de prazer na realização das atividades que escolher, convide seu parceiro para essa empreitada, estimule outras pessoas a fazer o mesmo.

Para não sentir frustração diante desse novo desafio, experimente escolher dias e horários realmente possíveis para se exercitar. Se for difícil conseguir um tempo durante a semana por causa da rotina agitada, que tal convidar sua família para uma programação mais ativa no fim de semana?

Depois de experimentar a mudança na alimentação e na sua rotina de exercícios, observe bem como o seu corpo se comporta, que tipos de pensamento você tem ao longo do dia, como lida com os desafios diários. Tudo isso é saúde! Sentir-se bem, feliz, disposto e ativo é bom demais!

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Dicas para abandonar o cigarro

Especial | 29 de Agosto

O cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas, entre elas a nicotina – responsável pela dependência química. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a principal causa de morte evitável no mundo.

Os malefícios do cigarro são muitos e atingem o fumante e o não fumante, ou seja, aquele que respira a fumaça deixada pelo cigarro. A lista é extensa e assustadora, ao mesmo tempo em que reúne ótimos motivos para abandonar o vício!

– Fumar aumenta o risco de câncer de boca, faringe, laringe, traqueia, esôfago, estômago, rins, bexiga e colo de útero; 

– Aumenta de 10 a 20 x mais o risco de câncer de pulmão;

– Triplica o risco de AVC (acidente vascular cerebral);

– Aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca;

– Provoca a redução do fluxo de sangue nos tecidos;

– Aumenta o risco de doenças coronárias;

– Reduz o risco do colesterol bom (HDL);

– Aumenta o risco de má circulação das pernas;

– Reduz a liberação de oxigênio para os tecidos;

– Aumenta o risco de impotência sexual;

– Aumenta a acidez do estômago;

– Contribui para a irritação e inflamação dos olhos, da garganta e das vias aéreas;

– Aumenta a produção de radicais livres que lesam as células;

– Aumenta em 3x o risco de morte por infarto em homens com menos de 55 anos e em 10x o risco de tromboembolia venosa e infarto em mulheres que tomam anticoncepcionais;

– Com o avanço da idade, o fumo contribui para a queda da capacidade respiratória e para o aparecimento de tosse, chiado e falta de ar; bronquite crônica e enfisema – o cigarro é responsável por 90% dos casos –  além de distúrbios da voz, rouquidão, infecções das vias respiratórias e asma;

– Aumenta o risco de osteoporose, principalmente após a menopausa;

– Aumenta o risco de infertilidade;

– Para as gestantes, fumar aumenta 2x a chance de abortar, ter um parto prematuro ou um bebê com baixo peso, além de aumentar as chances de perder o bebê no período neonatal;

– Prejudica o tratamento de doenças;

– Em idosos, obesos e pacientes com doenças cardiovasculares ou respiratórias, fumar aumenta o risco de complicações pós-operatórias;

– Aumenta o risco de catarata;

– Inflama gengivas, escurece os dentes e causa mau hálito.

Além disso, é importante lembrar que quanto mais cedo esse hábito for estabelecido, maior a chance de ocorrer atrasos no desenvolvimento e prejuízos cognitivos. Por isso é fundamental ficar atento aos adolescentes!

Os fumantes passivos também sofrem as consequências desse hábito e muitas vezes são pais, filhos, netos e assim por diante. No ranking de mortes evitáveis, o tabagismo passivo ocupa a terceira posição. A fumaça inalada pelo fumante passivo contém 3x mais nicotina e monóxido de carbono e em ambientes fechados a concentração dessas substâncias é ainda maior.

Agora que você já conhece os riscos do cigarro, veja algumas dicas para abandonar esse vício:

Acredite que você pode: a determinação é o aspecto mais importante nessa busca por uma vida mais saudável;

Estabeleça um plano de ação: fazer isso é importante para manter o foco no objetivo de largar o cigarro. A principal dica é listar os gatilhos e evitá-los ao longo do dia. Por exemplo, tomar um cafezinho dá aquela vontade de fumar? Troque o café por outra bebida, como um chá.

Conte com uma rede de apoio: assim que decidir parar de fumar, avise seus familiares e amigos. O apoio deles será muito importante nessa jornada por tempo indeterminado!

Tenha atividades prazerosas: o cigarro é um momento de prazer passageiro, proporcionado pela nicotina, mas nada supera o prazer de atividades saudáveis! Praticar exercícios físicos acelera metabolismo, diminui os efeitos da abstinência do cigarro, melhora a disposição física, a respiração e a qualidade do sono. Tudo de bom, né?

Aguente firme a fissura: você vai sentir uma vontade aparentemente incontrolável de fumar, mas essa fissura dura poucos minutos. Manter alguma coisa na boca ajuda!

Procure ter uma alimentação saudável: o consumo de alimentos saudáveis ajuda na manutenção do peso, evitando os quilinhos indesejáveis.

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ESCLEROSE MÚLTIPLA: conhecendo, podemos mais!

Especial | Dia da Conscientização sobre Esclerose Múltipla

​A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que compromete o sistema nervoso central​​ (SNC).

A prevalência e incidência de Esclerose Múltipla no mundo variam de acordo com a geografia e etnia, com taxas de prevalência que variam de 2 por 100.000 no Japão e mais de 100 por 100.000 na Europa e América do Norte. No Brasil, estima-se que existam 40.000 casos da doença, conforme a última atualização da Federação Internacional de Esclerose Múltipla e Organização Mundial da Saúde de 2013. O número estimado de pessoas com Esclerose Múltipla no mundo aumentou de 2,1 milhões em 2008 para 2,3 milhões em 2013.

A doença incide geralmente entre 20 e 40 anos de idade, predominando entre as mulheres.  A causa envolve predisposição genética (com alguns genes já identificados que regulam o sistema imunológico) e fatores ambientais, bem como infecções virais (vírus Epstein Barr), exposição ao sol e consequente níveis baixos de vitamina D prolongadamente, exposição ao tabagismo e obesidade,principalmente na fase da adolescência, e mais recentemente um artigo publicado na revista Neurology em 2018, o contato com solventes orgânicos também foi relacionado.

Vídeo – Hospital Albert Einstein| O que é Esclerose Múltipla?

Como ocorre a desmielinização

Nos portadores de esclerose múltipla as células imunológicas invertem seu papel: ao invés de protegerem o sistema de defesa do indivíduo, passam a agredi-lo, produzindo inflamações. As inflamações afetam particularmente a bainha de mielina – uma capa protetora que reveste os prolongamentos dos neurônios, denominados axônios, responsáveis por conduzir os impulsos elétricos do sistema nervoso central para o corpo e vice-versa.

Com a mielina e os axônios lesionados pelas inflamações, as funções coordenadas pelo cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal ficam comprometidas. Desta forma surgem os sintomas típicos da doença, como alterações na visão, na sensibilidade do corpo, no equilíbrio no controle esfincteriano e na força muscular dos membros com consequentemente redução da na mobilidade ou locomoção.

Imagem | Comparação entre o nervo saudável e o nervo afetado pela esclerose múltipla

A recuperação dos ataques destas inflamações (desmielinização), chamados de surtos, pode ser total ou parcial.

O desenvolvimento da esclerose múltipla

Os surtos (desmielinização) ocorrem a partir do surgimento de um novo sintoma neurológico ou piora significativa de um sintoma “antigo”, com duração mínima de 24 horas. Para ser considerado um novo surto é necessário que ocorra um intervalo mínimo de 30 dias entre eles – caso contrário, considera-se o sintoma “dentro” do mesmo surto em andamento.

O quadro clínico de cada surto é variável e pode associar-se a mais de um sintoma. Alguns pacientes apresentam piora dos sintomas na ocorrência de febre ou infecções, frio extremo, calor, fadiga, exercício físico, desidratação, variações hormonais e estresse emocional – no geral são situações transitórias. Atenção especial às infecções, pois agravam o quadro clínico do paciente desencadeando sintomas que podem ser considerados “falso ou pseudo-surto”. 

A primeira forma de esclerose múltipla chamada surto-remissão ou remitente-recorrente (EMRR) engloba cerca de 85% dos casos. Ele é caracterizada pela ocorrência dos surtos e melhora após o tratamento (ou  espontaneamente). Geralmente ocorre nos primeiros anos da doença com recuperação completa e sem sequelas. Os surtos duram dias ou semanas. Em média os surtos se repetem uma vez por ano caso não inicie o tratamento adequado.

Em um prazo de 10 anos aproximadamente, metade desses pacientes evoluirá para a segunda forma da doença, conhecida como secundariamente progressiva (EMSP). Nesta etapa os pacientes não se recuperam mais plenamente dos surtos e acumulam sequelas. Eles têm, por exemplo, uma perda visual definitiva ou maior dificuldade para andar, o que pode levar à necessidade de auxílio para mobilidade ou locomoção, como apoio de bengala ou cadeira de rodas.

Nos 10% dos casos restantes ocorre a chamada forma progressiva primária (EMPP). Nela há gradativa piora das funções – sem ter necessariamente surtos. E 5% dos pacientes apresentam a quarta forma da doença, mais rápida e agressiva, chamada progressiva com surtos (EMPS). Nesta quarta forma estão combinados a progressão paralela do processo desmielinizante e comprometimento mais precoce dos axônios. 

Sinais e sintomas

Os mais comuns são:

  • Fadiga (fraqueza ou cansaço);
  • Sensitivas: parestesias (dormências ou formigamentos); nevralgia do trigêmeo (dor ou queimação na face);
  • Visuais: neurite óptica (visão borrada, mancha escura no centro da visão de um olho – escotoma – embaçamento ou perda visual), diplopia (visão dupla);
  • Motoras: perda da força muscular, dificuldade para andar, espasmos e rigidez muscular (espasticidade);
  • Ataxia: falta de coordenação dos movimentos ou para andar, tonturas e desequilíbrios;
  • Esfincterianas: dificuldade de controle da bexiga (retenção ou perda de urina) ou intestino;
  • Cognitivas: problemas de memória, de atenção, do processamento de informações (lentificação);
  • Mentais: alterações de humor, depressão e ansiedade.

Diagnóstico

Para o diagnóstico da esclerose múltipla são utilizados os Critérios de McDonald de 2017, que considera vários aspectos clínicos e de imagem, associado à análise do líquor com a pesquisa de biomarcadores específicos.

O médico solicitará o exame de coleta de líquor (LCR: líquido cefalorraquidiano) – líquido extraído por uma punção na coluna lombar, que em alguns casos ajudará a confirmar o diagnóstico.

Existem outros testes e exames complementares que podem ser solicitados para diferenciar as doenças com sintomas semelhantes ou confirmar o diagnóstico. 

Diagnosticar a doença precocemente faz toda a diferença. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maior a chance de modificar a longo prazo o curso natural da esclerose múltipla – reduzindo o número de surtos, lesões e sequelas neurológicas.

Tratamento

Atualmente há diversos medicamentos que auxiliam no tratamento dos pacientes, como imunomoduladores e imunossupressores, incluindo as novas drogas orais e os anticorpos monoclonais, medicamentos mais eficazes, e em situações especiais indica-se o transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas. O objetivo é combater o surgimento de lesões no sistema nervoso central, a ocorrência de surtos, o acúmulo de sequelas e também a progressão das dificuldades neurológicas.

No momento do surto, os corticosteroides em altas doses proporcionam uma recuperação mais rápida ao paciente, mas , em casos mais graves pode ser usada a  plasmaférese (técnica de filtração do plasma para retirar anticorpos).

Além dos tratamentos específicos para evitar o surgimento de lesões e dos surtos, também utiliza-se vários medicamentos para alívio de sintomas como fadiga, descontrole esfincteriano  e da rigidez muscular chamada de espasticidade. A decisão para o melhor tratamento a seguir deve ser tomada pelo seu médico em conjunto com você e a sua família.

É fundamental o tratamento multidisciplinar! Associado ao tratamento farmacológico específico deve acontecer a reabilitação global, abrangendo as suas necessidades, como: fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, neuropsicologia e apoio psicológico.

A Reabilitação na Esclerose Múltipla

Como o processo inflamatório pode atingir o sistema nervoso como um todo, as dificuldades funcionais do paciente podem se manifestar de forma variada, podendo ser de caráter geral, tais como fadiga, alterações cognitivas, depressão, como localizado, ou mais específicas, como as alterações na deglutição, na fala, no controle intestinal e urinário, fraqueza muscular, espasticidade e alterações de sensibilidade.

As alterações de mobilidade devem ser avaliadas de maneira completa, para que o tratamento possa ser direcionado para as causas principais (perda de equilíbrio, fraqueza muscular, incoordenação motora, perda de sensibilidade posicional, espasticidade). O tratamento engloba tanto os exercícios terapêuticos quanto medicações via oral e injeções de toxina botulínica ou fenol.

A fadiga é uma queixa muito frequente, e está associada a disautonomia (dificuldade de controle na pressão arterial) e pode melhorar bastante por meio da reabilitação autonômica, associada a um programa de condicionamento físico.

As alterações esfincterianas, principalmente as urinárias, são bastante comuns entre os pacientes, e podem ser tratadas com medicações que melhoram o controle da urina ou a contratilidade da bexiga, assim como exercícios que melhoram a percepção e a força de contração da musculatura pélvica.

As alterações cognitivas (de memória ou outras funções) muitas vezes não são evidentes, mas podem provocar um impacto importante na organização da vida do paciente e em sua independência. Existem testes neuropsicológicos que são aplicados para a avaliação, e a reabilitação neuropsicológica propriamente dita estará indicada.  

O tratamento medicamentoso atual da esclerose múltipla visa evitar a progressão da doença e preservar ao máximo a funcionalidade do paciente, mas é o tratamento reabilitacional que vai proporcionar a possibilidade de melhora funcional. Para que o tratamento de reabilitação na esclerose múltipla seja eficaz e traga impacto positivo na qualidade de vida do paciente, deve ser baseado em um plano voltado para as suas necessidades.

Texto retirado do site Albert Einstein.

Tudo que você precisa saber sobre o colesterol

Especial | 08 de Agosto

O organismo produz cerca de 70% do colesterol no fígado, a alimentação é responsável pelos 30% restantes. Essa gordura, que está presente na estrutura das membranas celulares, é fundamental para o bom funcionamento do corpo.

Com a correria do dia a dia é comum comer fora de casa e, de vez em quando, recorrer a opções com alto teor de gorduras. Por outro lado, esse tipo de hábito contribui para o surgimento de diversos problemas de saúde, incluindo o aumento do colesterol.

O colesterol é usado para originar a vitamina D, o cortisol, o estrógeno, a testosterona e os ácidos biliares, que possuem um importante papel na digestão das gorduras. Quando se consome alimentos com muita gordura, o organismo produz mais colesterol e isso causa um desequilíbrio silencioso no corpo, já que não apresenta sintomas. Quando elevado, o colesterol contribui para o aumento das chances de desenvolver a aterosclerose, particularmente a doença coronariana, que se manifesta com a angina e o infarto de miocárdio.

O colesterol HDL, popularmente conhecido como colesterol “bom”, faz uma espécie de faxina no organismo, removendo o colesterol das artérias e os levando de volta para o fígado, impedindo o seu acúmulo. Já o LDL ou colesterol “ruim” carrega as partículas de colesterol do fígado e de outros locais até as artérias. Dessa forma, quando em excesso e sem aproveitamento pelas células, ele aumenta o risco de aterosclerose (entupimento das artérias pela gordura). Quanto maior o nível de colesterol HDL menor será o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. O colesterol total, por sua vez, soma todas as frações do colesterol do organismo.

São fatores de risco para o colesterol elevado: o sedentarismo, a obesidade, diabetes e hipertensão arterial, o hábito de fumar e histórico familiar.

Como manter níveis saudáveis de colesterol?

Para manter os níveis de colesterol ideais ou evitar que fiquem elevados é importante combinar uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas. Mesmo que você já faça uso de medicamento, só essa ação não é capaz de evitar surpresas. Além dessa dupla, é fundamental reduzir ou extinguir o álcool, reduzir o consumo de açúcares e carboidratos e ficar de olho no sobrepeso. 

Algumas pessoas, por tendências genéticas, produzem um excesso de colesterol, mesmo mantendo uma rotina alimentar saudável e fazendo exercícios regulares. É por isso que é importante a dosagem de colesterol total e frações em crianças, também. Para estas pessoas é necessário fazer uso de medicamentos específicos que reduzem a formação de colesterol pelo organismo, de forma contínua. Se a medicação for interrompida, as taxas de colesterol se elevam novamente, podendo aumentar as chances de doenças cardíacas.

Vale lembrar que tanto os níveis elevados de colesterol quanto os baixos são prejudiciais à saúde. Por isso, é fundamental realizar exames e acompanhar as taxas anualmente ou conforme indicação médica.

De acordo com o Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico (Dez/2016), os valores de colesterol são considerados de acordo com a idade e o risco cardíaco do paciente: quanto maior o risco, mais baixo devem ser mantidos os níveis de colesterol total, colesterol LDL e colesterol não-HDL. Outra alteração nos valores de referência atuais é a possibilidade de se analisar as taxas de colesterol em jejum ou após ter se alimentado. E por que essa alteração? Os estudiosos levaram em consideração que passamos a maior parte do tempo no estado alimentado e não em jejum.

Tabela | Valores de referência para avaliação de risco cardiovascular (adultos acima de 20 anos)
Tabela | Valores de referência para avaliação de risco cardiovascular de 0 a 19 anos

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

DICAS PARA VIVER BEM: mente e corpo saudáveis

Especial | Dia Nacional da Saúde 

Uma rotina que equilibre alimentação saudável, exercícios físicos, saúde mental e acompanhamento médico são importantes para viver bem, mas será que todo mundo consegue chegar lá?

Conciliar trabalho, estudo, família e lazer pode ser desafiador; à primeira vista, impossível. Por outro lado, com jeitinho, paciência e disciplina – talvez o mais importante dos três – eu, você e todo mundo conseguimos equilibrar isso! A dúvida é, por onde começar?

Mandar o sedentarismo para o espaço é o primeiro passo, só de mexer o corpo você está dizendo sim para uma vida mais saudável e feliz! Sim, porque quando você realiza uma atividade física há uma resposta hormonal com influência fisiológica e psicológica. Isso quer dizer bom humor, bem-estar, menos ansiedade e mais autoestima! Comece devagar, hábitos como não deixar o controle remoto por perto e começar algum tipo de atividade física já pela manhã faz com que os resultados, não necessariamente físicos inicialmente, apareçam! Uma dica super bacana é estabelecer metas diárias ou semanais, assim você mantém o compromisso com você mesmo! Aliás, é disso que se trata uma rotina de exercícios físicos. Seu maior inimigo ou aliado é você mesmo! Seja forte, não desista da mudança!

Uma alimentação saudável, equilibrada e adequada à sua rotina é essencial para levar uma vida mais leve. É muito comum achar que a dieta do amigo, vizinho ou colega de trabalho funcionará para o seu caso, mas esse é um erro comum que pode ser evitado. Se você tem dificuldades com a disciplina de se alimentar bem, procurar um profissional é a melhor saída. Dessa forma, é mais fácil seguir firme e forte. Se esse não for seu caso, começar bebendo bastante água diariamente já ajuda e muito o seu corpo! A filtração dos rins é feita pelo sangue e beber água ajuda a eliminar as toxinas e levar oxigênio pra todo corpo, não é a toa que o nosso corpo é composto, em sua maioria, por água.

Tão importante quando caprichar na ingestão de água é evitar os industrializados, inclusive os “falsos saudáveis”, como o peito de peru. A solução é comer comida de verdade, descascar mais e desembalar menos, evitar ou eliminar processados, embutidos, temperos prontos e refrigerante.

Já foi o tempo em que saúde era apenas física, é necessário cuidar também da saúde mental. E se engana quem acha que a única solução é a terapia com o psicólogo. Se você começa a perceber que não consegue enfrentar os desafios do dia a dia sozinho, sim, essa é a melhor forma de cuidar da sua saúde mental. Por outro lado, ter um tempinho para você já é um grande passo para manter o sorriso no rosto (e na alma), além de enfrentar a vida com pensamentos positivos e uma postura de que nada é permanente. Não somos, estamos! Procure sair da rotina, encontre uma atividade que lhe proporcione prazer, marque um encontro por semana com aquele grupo de amigos que você adora, namore mais, olhe menos no relógio e, sobretudo, cuide bem de você!  💖

Não esqueça dos exames de rotina, fundamentais para avaliar o seu estado geral de saúde! Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar de você!

Hepatites virais: entenda como são transmitidas e saiba se proteger

Especial | 28 de Julho – Dia Mundial de Luta contra as hepatites virais

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B e/ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem, ou seja, assumirem a forma crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite. O Julho Amarelo existe para alertar a população do perigo das hepatites virais!

A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite, não possuindo potencial para formas crônicas. Isso quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas quanto crônicas de infecção. Nesse último caso, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.

TRANSMISSÃO

Os tipos A, B e C são os mais comuns. As hepatites A e E são transmitidas pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de pessoas doentes. Por isso que em locais com condições sanitárias adequadas a doença é rara. A hepatite A pode ser prevenida com vacina.

A transmissão da hepatite B, C e D ocorre através do contato íntimo com pessoas contaminadas (sexo) ou pela utilização de materiais contaminados, como seringas e agulhas. Além disso, a transmissão pode ocorrer de mãe para filho, durante a gestação, parto ou aleitamento (via vertical). Se você já se expôs ou foi exposto a alguma dessas formas de contágio das hepatites, é importante realizar testes sorológicos para detectar se houve ou não infecção por algum dos vírus das hepatites:

  • Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E);
  • Transmissão sanguínea: se praticou sexo desprotegido ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D);
  • Transmissão vertical: da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B, C e D).

SINTOMAS

As hepatites agudas causam lesões no fígado de forma rápida já no início da infecção, gerando sintomas como: febre, náuseas, vômitos, urina escura (cor de “Coca-cola”), icterícia (pele e olhos amarelados), fezes esbranquiçadas, fadiga e falta de apetite. Já as hepatites virais crônicas não causam sintomas no início da infecção ou estes são tão discretos que a pessoa simplesmente não percebe. Nas formas crônicas é comum que a pessoa sinta fadiga ou sensação de peso na região do fígado (no lado direito do abdômen).

PREVENÇÃO

Para se prevenir da hepatite tipo A é fundamental ter cuidado com os alimentos e a água que você ingere. Frutas, vegetais e todos os alimentos crus podem ter sido contaminados durante a manipulação. Além disso, ostras e mariscos crus vindos de água contaminada também transmitem a doença.

A prevenção da hepatite B e D é feita através da vacinação contra a hepatite B (o vírus da hepatite D precisa da cápsula do HBV para ser transmitido), da prática do sexo seguro – com preservativo – e do não compartilhamento de agulhas, seringas e objetos de uso pessoal, como aparelhos e lâminas de barbear e depilar, escova de dente e alicate de unha. Caso faça uma tatuagem, lembre-se de verificar se os materiais usados são descartáveis. A vacinação contra a hepatite B está disponível nos postos de saúde!

DIAGNÓSTICO

A forma mais segura de diagnosticar as hepatites virais é através de testes realizados em laboratório. Os testes detectam a presença de anticorpos anti-vírus (testes sorológicos) ou pesquisam a presença do vírus no organismo, através da metodologia PCR. A indicação de cada teste depende da fase da doença, dos sintomas apresentados e do histórico de cada paciente. Hoje, para evitar a transmissão vertical e intensificar os cuidados com o bebê após o parto, durante a gravidez já são feitos de rotina os exames HBsAg e HCV, anti.

O laboratório irá investigar, também, as alterações causadas pelo vírus no fígado através da dosagem de algumas enzimas presentes no órgão: TGO, TGP e GGT, bem como também através de outros exames que podem sofrer alteração nas hepatites. Como, por exemplo, bilirrubinas e dosagem de proteínas totais e frações. Em casos mais graves há necessidade de coleta de parte do fígado para realização de biópsia, para se ter uma avaliação correta da extensão do dano hepático.

Entenda um pouco sobre os exames disponíveis para detecção das hepatites e os seus significados:

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Dia dos Avós | Curtir os netos com saúde é tudo!

Especial | Saúde do idoso

Os avós de hoje já não são mais representados pelo estereótipo de pessoas sedentárias, limitadas e com bengala (ainda bem!) O vovô de hoje é dinâmico, antenado com a tecnologia, pratica atividades físicas, tem vida social e afetiva ativa, viaja bastante e, em muitos casos, continua no mercado de trabalho, produzindo ativamente como em qualquer outra fase da vida. Mas não dá pra esquecer de se cuidar, não é mesmo? Afinal de contas, os avós tem que ter bastante saúde para curtir os netos!

Com o passar dos anos o organismo fica mais suscetível a desenvolver doenças, o que exige alguns cuidados preventivos para minimizar e até evitar esta situação. Confira os exames de rotina que não podem ser deixados de lado e que devem ser feitos pelo menos uma vez por ano!

HEMOGRAMA

O hemograma dá informações preciosas sobre a quantidade e a funcionalidade das células que compõem o sangue: as hemácias (responsáveis pelo transporte de oxigênio), os leucócitos (responsáveis pelas defesa do organismo) e as plaquetas (participam da  coagulação). O exame também ajuda no diagnóstico de anemias, doenças autoimunes, infecções e alguns tipos de câncer, como a leucemia, além de servir como acompanhamento de tratamento de várias doenças.

URINA ROTINA

É um exame de triagem para verificar possíveis alterações nos rins.

UREIA E CREATININA

Avaliam a função renal e identificam problemas como a insuficiência renal e outras alterações, muito comuns nos casos de diabetes e hipertensão.

TRANSAMINASES (TGO/TGP) E GGT

Avaliam a função hepática.

TSH E T4 LIVRE

Avaliam a funcionalidade da tireoide, conseguindo detectar alterações de forma bem precoce.

PROTEÍNAS TOTAIS E ALBUMINA

Avaliam a condição nutricional e hepática.

25-HIDROXI-VITAMINA D

É um hormônio produzido na pele que participa da fixação do cálcio aos ossos, além de ter uma importante na imunidade. A deficiência de vitamina D aumenta o risco de osteoporose, então é muito importante a realização desse exame.

GLICEMIA DE JEJUM

Mede o nível de glicose (açúcar) no sangue em jejum. É muito importante para detectar casos iniciais de diabetes, que podem ser revertidos com mudanças na alimentação e realização de exercícios. Além disso, é usado para acompanhar pacientes diabéticos em tratamento.

PSA LIVRE E TOTAL

Serve como triagem do câncer de próstata. Se os valores estiverem alterados são realizados exames complementares para diagnosticar ou descartar um câncer de próstata. Além disso, é usado para monitorar o tratamento.

PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES

Serve para identificar a presença de sangue invisível a olho nu e detectar a presença de sangramentos no intestino grosso, que podem ser sinais de úlceras, colite ou até câncer. Diagnosticado no início, o câncer colorretal pode apresentar cerca de 90% de chances de sucesso no tratamento!

PERFIL LIPÍDICO

Avalia os níveis de triglicérides, colesterol total e suas frações – HDL (o bom colesterol) e LDL (colesterol ruim). A análise destes exames permite identificar precocemente os riscos de doenças e problemas cardiovasculares, principalmente a aterosclerose e o AVC (acidente vascular cerebral), duas doenças que causam significativa redução na qualidade de vida na terceira idade.

Além dos exames de rotina, é importante viver bem! Demos várias dicas para viver intensamente a terceira idade num post recentemente. Vale a pena a leitura!

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SAÚDE DO HOMEM: sempre é hora de se cuidar!

Especial | Dia do Homem que se cuida de verdade

A conscientização em relação aos cuidados da saúde masculina ainda é necessária em pleno século XXI, já que os homens procuram menos pelos serviços de saúde. O que se observa é uma certa resistência tanto nos cuidados preventivos quanto em relação a orientações médicas.

Não é segredo que para viver bem é essencial manter a saúde em dia, isso inclui uma alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos e, é claro, a realização de check-up para prevenir e controlar diversos problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, dislipidemia. Confira os exames usados na prevenção e avaliação dos principais problemas de saúde masculina!

SAÚDE DO CORAÇÃO

Os homens, estatisticamente, formam o grupo mais suscetível ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares. As mulheres, no período pré-menopausa, têm o coração protegido pela ação do hormônio estradiol, que não é produzido pelo homem. Além disso, alguns hábitos e costumes podem favorecer o surgimento da aterosclerose – formação de placas gordurosas que se formam no interior dos vasos sanguíneos e diminuem o fluxo sanguíneo – a alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e o estresse. Esses hábitos, aliados à predisposição genética, favorecem o surgimento de doenças cardíacas: obesidade, diabetes, hipertensão arterial. Além disso, a aterosclerose combinada a outras doenças pode levar a um infarto súbito do miocárdio.

Preventivamente, é ideal que se faça um check-up laboratorial anual para monitorar o perfil lipídico, a glicemia e, em casos de pessoas com fatores de risco elevado, dosagem de Proteína C Reativa ultrassensível, APO-A1 e APO-B.

Em casos de suspeita de infarto são feitos alguns exames para detectar a lesão do miocárdio: CPK – creatinofosfoquinase, troponina, mioglobina e BNP e pró-BNP. Mas esses são exames mais usados na detecção do infarto no pós-infarto, para monitoramento da recuperação da lesão cardíaca.

Na imagem: exames indicados para avaliação cardíaca

SAÚDE HORMONAL

Os exames usados para avaliar a saúde hormonal são indicados em todas as fases da vida: infância, adolescência, fase adulta e terceira idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% dos homens depois dos 40 anos de idade terão queda de testosterona; e geralmente ocorre uma diminuição de 12% da produção desse hormônio a cada década de vida. A queda desse hormônio pode causar sintomas como diminuição da força e da massa muscular, aumento da gordura visceral, comprometimento da memória e funções cognitivas, disfunção erétil e depressão. Por isso, o cuidado a partir dessa idade deve ser redobrado!

Nesse sentido, exames como os indicados no quadro abaixo são fundamentais para avaliar a saúde hormonal:

Na imagem: exames indicados para avaliação da função hepática

Os exames de Testosterona e Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais são fundamentais, assim como o TSH e o T4 Total e Livre, usados para avaliar a tireóide.

SAÚDE HEPÁTICA

O fígado desempenha múltiplas e importantes funções no nosso corpo, atuando como órgão de armazenamento, produção de componentes sanguíneos e fatores da coagulação, metabolismo de nutrientes e toxinas, síntese de hidratos de carbono, proteínas, além de sua importância no metabolismo de carboidratos e lipídios. Outra função de grande importância é o metabolismo de xenobióticos (compostos estranhos ao organismo como drogas e medicamentos) que precisam ser metabolizados para se tornarem ativos ou serem excretados.

Os exames laboratoriais que avaliam a função hepática medem os níveis de enzimas e outras substâncias produzidas pelo fígado, além de detectar inflamação, lesão ou disfunção. Além disso, são úteis para monitorar a evolução de doenças e a resposta da pessoa ao tratamento, além de avaliar a gravidade do problema.

As enzimas TGO, TGP, GGT estão presentes no interior do hepatócito e a elevação dessas enzimas é um indicativo claro de lesão hepática. Outros exames como a dosagem de proteínas totais e albumina são úteis para monitorar se o fígado está funcional.

Algumas doenças tratáveis e/ou controláveis se detectadas precocemente são extremamente agressivas para o fígado: hepatite B, hepatite C e esteatose. A esteatose (acúmulo de gordura no fígado) é uma doença silenciosa porém reversível se descoberta de forma precoce.

Na imagem: exames indicados para avaliação da função hepática

MARCADORES TUMORAIS: PSA – Câncer de Próstata 

Os marcadores tumorais são usados como ferramentas na detecção do câncer em estágio precoce, quando há melhor chance de cura e são usados como exames de triagem inicial.  A partir de um valor elevado de um marcador tumoral, o médico assistente solicita outros exames mais complexos para confirmação ou exclusão de um possível câncer. Um exemplo bem conhecido de marcador tumoral é o PSA, usado na triagem do câncer de próstata.

Para homens que apresentam PSA total entre 2 e 10 ng/mL é indicado o exame PHI (índice de saúde da próstata). Esse exame leva dosa a partícula proPSA  e consegue classificar com mais segurança uma elevação de PSA benigna de uma elevação indicativa de câncer de próstata.

Na imagem: marcadores tumorais usados para detecção de câncer na próstata

Sempre é tempo de cuidar da saúde para viver o melhor da vida, não importa a idade! Conte  com o Laboratório Gerardo!

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